No universo da televisão por subscrição, a CMTV voltou a não dar hipóteses à concorrência, enquanto o segmento de notícias assistiu a um combate renhido entre a CNN Portugal, a SIC Notícias e o News Now.
A RTP1 conquistou o topo das preferências dos telespetadores portugueses no passado sábado, 3 de outubro de 2026, ao registar uma quota de mercado média de 11,6%. Num dia marcado por uma forte divisão nas escolhas de quem esteve à frente do ecrã, a estação pública conseguiu superiorizar-se à concorrência privada, deixando a SIC na segunda posição com 10,9% de share e a TVI no terceiro posto com 10,2%.
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O desempenho do canal principal da Rádio e Televisão de Portugal consolidou o arranque do mês através de uma grelha alicerçada na informação e no entretenimento familiar, que garantiu a maior fatia de público entre os canais generalistas em sinal aberto. Em sentido oposto, a RTP2 conheceu um percurso muito discreto ao fechar o dia com 0,9% de quota de mercado.
No universo da televisão por cabo, a CMTV manteve o seu estatuto dominante sem conceder terreno aos opositores. O canal da Medialivre registou 4,8% de share médio diário, construindo uma margem sólida sobre todos os outros canais temáticos disponíveis na grelha nacional.
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A corrida pela liderança no segmento dos canais de informação foi bastante equilibrada. A CNN Portugal garantiu a dianteira ao atingir 2,6% de share, mantendo sob vigilância apertada a SIC Notícias, que fechou as contas com 2,4%. Logo atrás surgiu o News Now, que assegurou 2,3% e confirmou a aproximação constante aos operadores mais antigos.
A TVI viu ainda algumas das suas marcas alternativas pontuarem na tabela, com o canal TVI Reality a chegar aos 1,5% de share e o V+ TVI a fixar-se nos 1,1% do bolo diário.
O aspeto mais marcante da jornada residiu na crescente preferência do público por opções fora dos circuitos tradicionais. O agregado da categoria “Outros Canais” – que reúne a oferta restante do cabo, as plataformas de streaming e o consumo em diferido – arrecadou a fasquia inédita de 51,7% de share, demonstrando que mais de metade do país esteve sintonizado em alternativas não convencionais.