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Julgamento de António Pedro Cerdeira sofre reviravolta: Rita Guerra dispensada e novas testemunhas chamadas à última hora

Rita Guerra impedida de testemunhar: Advogado expõe motivo do afastamento no caso de António Pedro Cerdeira

A ex-mulher do artista viu o seu depoimento negado pelo juiz, enquanto a assistente, Susana Silva, arrolou duas novas testemunhas na fase final da ação judicial.

A sessão do julgamento de António Pedro Cerdeira, acusado de violência doméstica agravada contra a ex-companheira, Susana Silva, marcada para o passado dia 9 de outubro, sofreu um revés. O adiamento da audiência deixou o ator visivelmente transtornado, sobretudo pelas graves consequências que a longa batalha judicial tem provocado na sua vida profissional.

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Afastado das novelas há cerca de ano e meio, o artista falou abertamente à revista TV 7 Dias sobre o sentimento de injustiça e o impacto financeiro da acusação. “Quatro anos e meio disto é muito tempo e a justiça, quando demora, acaba por ser menos justiça“, desabafou, lamentando nunca ter sido ouvido pelas autoridades competentes desde que foi constituído arguido.

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A aguardar pela próxima ida a tribunal, agendada para 30 deste mês, António Pedro Cerdeira vincou o desejo de repor a verdade: “Quero limpar o meu nome, que é o nome que os meus pais me deixaram e tenho orgulho“.

Sobre as perdas laborais, o ator não esconde a mágoa perante o afastamento imposto pela indústria televisiva. “Sinto que, de alguma forma, fui logo condenado (…) lamento que não tenha havido essa presunção de inocência“, frisou, sublinhando que continua a pagar um preço demasiado alto “sem ser condenado”.

Reafirmando ser contra qualquer tipo de agressão, prometeu avançar com um processo cível contra Susana Silva assim que for absolvido.

Um dos detalhes mais marcantes deste processo prende-se com a cantora Rita Guerra pois, a ex-mulher do ator chegou a marcar presença no arranque do julgamento, em abril, arrolada pela acusação, mas acabou por ser definitivamente afastada. Ricardo Serrano Vieira, advogado de defesa do artista, esclareceu que os requerimentos foram indeferidos por três vezes consecutivas. “O argumento que foi justificado no despacho do sr. dr. juiz é que efetivamente a sua inquirição não tem pertinência nem relevância para o que estamos aqui a discutir“, explicou o causídico, referindo que a artista não tinha conhecimento direto dos factos e iria depor apenas sobre a personalidade do arguido, algo considerado irrelevante para a descoberta da verdade.

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Numa manobra na reta final do processo, Susana Silva decidiu arrolar mais duas testemunhas para a próxima sessão.

Segundo a defesa de António Pedro Cerdeira, tudo indica tratar-se das filhas da ex-companheira. O advogado mostrou-se expectante perante a novidade: “Confesso que estou curioso e até com alguma ansiedade para lhes poder fazer algumas perguntas, porque tudo evidencia que não terão tido contacto direto com aquilo que está a ser discutido“, concluiu.

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