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O desabafo inesperado de Lili Caneças: A vida de luxo que escondia um vazio de amor em casa

"Com a sabedoria que tenho hoje, não me tinha divorciado": Lili Caneças abre o coração sobre o ex-marido

A conceituada socialite confessou a Flávio Furtado que viveu uma vida de abundância material, mas sentiu sempre a falta de uma declaração de amor do homem com quem casou.

A passagem de Lili Caneças pelo videocast «The Leite Show», conduzido por Flávio Furtado, abriu espaço a revelações inéditas sobre a sua intimidade. A socialite recuou no tempo para recordar o seu mediático casamento com o empresário Álvaro Caneças, uma união que teve início em 1964 e durou cerca de 17 anos.

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Da relação nasceram dois filhos, Rita e João, mas, abordando as lacunas emocionais de um compromisso que, aos olhos do público, parecia perfeito, a convidada partilhou a tristeza que sentia devido à frieza do ex-marido, comparando o seu papel ao de um troféu de exibição.

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“Ele nunca me mostrou que me amava, percebes? Eu achava que era muito bonita quando era nova (…) achava que para o meu marido eu era como se fosse um cãozinho para passear, para mostrar, um troféu, e que me levava pela coleira para toda a gente ver como ele podia ter uma mulher bonita“, desabafou sem rodeios.

Apesar da vida de sonho, repleta de viagens a Istambul, festas faustosas e uma casa deslumbrante na Quinta da Marinha, a falta de afeto verbalizado deixou marcas profundas. “Ele nunca me disse ‘eu amo-te’, então isso entristecia-me imenso. (…) O que é que me faltava? Manifestações de amor“, explicou.

Apesar da carência emocional, Lili Caneças negou qualquer cenário de traição da sua parte, sublinhando a lealdade que manteve até ao fim do casamento, que culminou no divórcio em 1981. “A palavra traição para mim não existe, porque a traição é como Judas que traiu Jesus (…) eu não conseguiria fazer isso nunca, e ao meu marido ainda por cima, que ele era um querido“, garantiu a socialite.

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Contudo, com o peso da idade e da experiência, a convidada surpreendeu ao confessar que a rutura, consumada quando tinha 37 anos, poderia ter sido evitada. “Com a sabedoria que eu tenho hoje de vida, não me tinha divorciado provavelmente, porque de facto as paixões duram dois meses ou três meses ou um ano ou dois anos. Não valia a pena estar a destruir uma família“, assumiu.

Refletindo sobre a vida de Álvaro Caneças, que faleceu em março de 2022, aos 88 anos, Lili Caneças revelou ter compreendido, mais tarde, que o empresário foi criado num ambiente desprovido de afeto, o que justificava a sua incapacidade de demonstrar sentimentos. “Como é que alguém que é educado sem amor pode dar amor depois a outra pessoa qualquer? Não pode, não consegue“, concluiu.

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