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GRANDE ENTREVISTA! Santiago Lagoá parte a loiça toda: “Foi a Cristina. O João Patrício teve que dar o recado! A Fanny não é fácil…”

O ex-apresentador do extinto ‘Somos Portugal’ conta finalmente tudo o que se passou no seu despedimento da TVI, ao que sentiu, e o que vai na alma acerca de Cristina Ferreira

DIOGUINHO – Preferes que façam um raio X e te digam logo tudo, ou que suavizem a queda?

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SANTIAGO LAGOÁ – Epá, eu prefiro que me digam logo tudo. E suavizar a queda só faz perder tempo.

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Quando estavas a começar, foste para o Porto Canal?

Sim, saído da MVM. Era uma coisa muito experimental. E nós fazíamos aquilo, éramos meia dúzia de jovens. Estávamos ali a experimentar a fazer televisão. E ninguém sabia muito bem o que é que estava ali a fazer, mas estávamos todos sem grandes peneiras, sem grandes objectivos. Estávamos só a fazer pelo prazer de fazer televisão.

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Sempre quiseste ser apresentador?

Olha, não. Foi muito engraçado, porque eu acabei por me tornar apresentador, por sorte. Essas experiências que eu tive na MVM estavam em paralelo com a altura em que estava no Teatro Experimental do Porto, porque eu licenciei-me em teatro. E eu achei sempre que o meu caminho iria ser o dos palcos. Achei que esse era o meu caminho. Licenciei-me em teatro e tu quando és novo andas ali à procura do teu espaço. Às vezes, a maior parte das pessoas encontra o seu espaço porque saiu do seu espaço. Às vezes, acho que é o espaço que escolhe a ti.
Quando estava na MVM, não sentia aquele apelo de ser apresentador. Porque nós estávamos ali de forma muito ligeira, muito leves. Mas depois, quando fiz o casting do Porto Canal e fico, e ao fim de dois meses estou confrontado com a escolha entre ou ficas a fazer televisão, ou ficas no teatro, porque na altura era impossível. Explico-te porquê. Eu tinha um programa que era de madrugada e depois tinha que estar em palco às dez da manhã e às quinze. Ou seja, eu basicamente não dormia ou dormia pouco. Andava a dormir às prestações. Então tive que fazer uma opção. A minha opção na altura foi pela televisão. Porque a televisão, para mim, era um sítio onde eu podia ser mais natural. Tu, em teatro, estás a representar uma personagem. E tudo bem. E é giríssimo, e é óptimo. Tu estás com uma peça em cena. É altamente desafiante. É estimulante. É tudo que tu possas imaginar. É fantástico pisar um palco. Mas és uma personagem. Tu, quando fazes televisão, se conseguires, que é o mais difícil, és tu. E poderes ser tu, e estás-te a divertir, e estás a fazer uma coisa que é, ao mesmo tempo, super dinâmica, é altamente prazeroso. Não tem que ver com ego. Não tem que ver, se gostam mais de mim aqui ou mais de mim ali. Tanto que no teatro tu acabas a tua representação e tens 600 pessoas e na televisão não tens isso. Na televisão acabas o programa, acabou, “xau amigo, vamos embora até amanhã”. Mas o prazer do direto é maravilhoso.

Qual foi a primeira coisa que apresentaste no Porto Canal?

Olha, eu apresentei um programa. Desculpa estar-me a rir, mas aquilo era…

Quantos anos tinhas?

25, 26, por aí. Era um programa que era o único e era um programa muito difícil de explicar. Era um programa às três e meia, ou das três às quatro da manhã, já não me lembro, em directo, à sexta-feira. Eu estava sentado, as pessoas chamam aos late nights, e depois havia aquilo. Que era noite, dentro, em directo, quando já estava toda a gente a dormir. E era um programa onde eu recebia mensagens, ou tu estavas em casa, mandavas uma mensagem, a mensagem aparecia e eu lia a tua mensagem e falava contigo. Como podes ver, olhando com este distanciamento, é pré-histórico. Eu fazia aquele programa de robe e t-shirt.

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Alguma vez tiveste alguma proposta mais ousada quando estavas a fazer esse programa de alguém que te querer despir o robe?

Várias, mas muitas eram da brincadeira. Era um programa muito ligeiro, sabes? Era muita brincadeira. E era um espírito diferente, não havia este… Era numa altura em que éramos um bocadinho inocentes, a televisão tinha uma força que hoje em dia não tem. Se alguém me dissesse isso, era por brincadeira, porque não era um programa sério.

Ao longo destes anos todos, alguma vez disseram isso, uma proposta indecente, mas mesmo a sério?

Não, que eu me lembre não. Porque eu também, repara uma coisa, eu não sou pessoa de abrir espaço para isso. Acho que isso estaria-me a colocar num nível de sensualidade que eu não mereço. Agradeço, mas não mereço.

Mas não é essa a opinião que têm, tu sabes…

Não, não sei. A opinião que eu gostava que as pessoas tivessem de mim, acima de tudo, é que sou boa pessoa, faz o seu trabalho de coração e está aberta aos outros. A parte física interessa pouco ou nada.

E a imagem na televisão?

Sei que a imagem em televisão é importante. E senti isso. Foi-me dito várias vezes. Ok, não vamos ser inocentes. Mas uma coisa, tu tens uma imagem agradável. Mas não podes ter, e tu tens imensos casos disto.
Quantas pessoas bonitas é que tu já não viste? Lindas, maravilhosas, homens, mulheres, aparecem em televisão e desaparecem em 10 segundos.

De qualquer forma, tu tinhas de ter alguma coisa, para teres sido escolhido e apresentado numa coisa que era uma iniciativa inédita, que eram os três meninos da Cristina Ferreira…

Isso é uma fase posterior. De muito mediatismo. Aquilo foi apenas uma altura em que se criou ali que eu era um dos meninos da Cristina. Mas eu agora faço esta pergunta. O que é que teve mais impacto? Isso ou estar constantemente num programa de público como o Somos Portugal?

Lembras-te da primeira vez em que estiveste com a Cristina Ferreira?

Lembro perfeitamente e não foi só com a Cristina, foi com a… Imagina, disseram “olha, tu, o Ruben Rua e o João Montez agora vão se revezar e vão estar com a Cristina a apresentar… Bem, eu sempre achei aquilo uma coisa muito normal e eu fiquei muito feliz por estarem a dar oportunidade a três jovens e cada oportunidade que te dão, seja essa ou outra, tu tens que agarrá-la sempre com o máximo. Diz-me assim, é ótimo apresentar um programa com a Cristina? Claro que é.

Como é que é a Cristina Ferreira?

Uma profissional. É uma excelente profissional. Digo-te mais. Para mim, sem dúvida, das melhores apresentadoras do país.

Se tu, qualquer pessoa, qualquer diretor que tenha um canal de televisão, gostaria de contar com a Cristina Ferreira como apresentadora. Não tenho a mínima dúvida disso. Não se trata de iliba a pessoas. Eu acho que uma coisa é o teu carro, outra coisa és tu. Eu posso achar que fazes um grande trabalho e achar que não prestas como pessoa. E tens que saber, gerindo isso, porque tu não podes ficar chateado. Se o teu objectivo, imagina tens uma empresa, se o teu objectivo é que a tua empresa ganhe, tu não podes ficar chateado por o teu melhor vendedor, ou o teu melhor gestor, ser alguém que tu não gostas.

Achas que a Cristina Ferreira prejudicou ou queria prejudicar o canal porque continuava a insistir no Ruben Rua, se não o queriam lá?

Não, claro que não. Claro que não. Isso não é factual. Aqui a questão, acho que não se pode colocar assim.

O Ruben Rua é um bom apresentador?

Ele tem muitas coisas boas, sabes? As pessoas esquecem-se que o Ruben, durante sábados e sábados, foi líder. As pessoas não sabem, mas o Ruben, podes gostar do estilo dele ou não, prepara-se mais que muitos apresentadores.

Mas o Rua, olhando assim, friamente para as coisas, ele saiu, ou seja, quer o teu lugar, quer o dele, foram ocupados por uma pessoa que foram buscar à RTP, ou seja, se vocês estavam lá bem, porque é que foram buscar uma pessoa fora?

São coisas diferentes, acho que não se pode pôr a questão assim. Ora bem, tu estás a dizer que tanto ele como eu fomos substituídos pela mesma pessoa, l Repara, tu não podes, se há um lugar em aberto, e alguém te faz um convite e tu aceitas, tu tens culpa de preencher esse lugar? Não tens.

Exato.

Não tens. Então a pessoa que vai preencher um lugar, tem que aproveitar e tem que fazer o máximo desse lugar. E não pode ser nunca, em momento algum, responsabilizada por isso. O Idevor só fez bem em aceitar o que lhe propuseram.

Mas não é estranho, tu estás a ganhar e o Ruben está a ganhar, estarem a fazer o programa e serem retirados, e foi para lá uma pessoa que foram buscar a RTP, porquê foram buscar aquela pessoa?

As questões aqui são diferentes, ok? Aqui já estamos a misturar algumas questões. A questão é, aqui a questão é, é um problema de gestão, certo?

Sim.

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Aqui o que podes dizer é, porventura, foi feita uma má gestão. Não ponho em causa o valor do Idevor.

Mas ninguém está a pôr aqui em causa o valor dele como apresentador. A questão é, a nível de gestão, porque foram tomadas essas decisões?!

Porquê?

Se tomarmos em conta que aparentemente, e à luz do dia de hoje, foram más decisões.

Santiago, mas agora vamos falar com o Santiago, não é o apresentador, é a pessoa. Quer dizer, alguém chega e diz, olha Santiago, nós não contamos contigo, tu não tens mais projetos, mas como? “Mas o que é que eu fiz para que isso aconteça?” E depois a seguir vão buscar à RTP e põem-no no lugar, quando eras garantia de sucesso Para uma pessoa, tu deves ter ficado completamente revoltado e tipo, “O que é que eu fiz de mal a Deus?”

Eu ainda hoje estou à procura da resposta. Porque aparentemente toda a gente sabe, menos eu.

É que depois surgiram as histórias que foi o João Patrício que numa reunião que foi por videochamada, nem foi presentemente, disse, “olha adeus, tchau”.

Sim, mas há coisas que é preciso contar nessa história.

Pronto, então conta-me.

É verdade que foi o João Patrício e o André Manso que me deram a notícia por Skype ou por Zoom.

De uma forma fria?

Não, não foi de uma forma fria. Foi da forma que lhes foi possível. Com muita consternação da parte deles, que eu conheço-os bem e são pessoas de quem eu gosto e por quem tenho estima, fizeram parte do meu percurso. E não te estou a dizer isto só por dizer.

Mas despediram-te.

E são pessoas que eu percebi que estavam a dar uma notícia que não queriam dar. É verdade que o João Patrício foi responsabilizado erradamente pela minha saída. Quando eu sei que não foi ele que tomou a decisão.

Quem é que tomou a decisão?

Não sei dizer. Agora posso dizer o seguinte, isto é um exercício muito fácil de fazer. Quando tens uma direção de entretenimento, é essa direção na sua totalidade, ou membro A ou membro B com mais poder, que toma essas decisões.

A Cristina?

Não te posso dizer quem foi porque eu não estava lá. Aquilo que eu te posso dizer, é que pela conversa que eu tive com o João e com o Manso, fiquei pronto para dar a confiança que era uma notícia ou uma conversa que eles não queriam ter feito.

E a Cristina telefonou-te a dizer alguma coisa depois?

Não, posso-te dizer que a Cristina mandou-me uma mensagem dois dias ou três depois, mas já muito depois de ter rebentado a polémica, mensagem à qual eu nem sequer respondi.

Portanto, ela…

Não vou dizer o conteúdo da mensagem, mas acho que as coisas têm que ser ditas no momento. Não têm que ser ditas, ou não tens que mandar-me a mensagem depois de haver um escândalo e o escândalo já está consumado a nível nacional.

E aí tu ficaste desiludido com a Cristina, a pessoa?

Não te vou dizer que fiquei desiludido. Quando estás numa situação onde acabas de perder o teu emprego, quando sais de uma situação à qual te dedicaste completamente e onde tens perfeita confiança, que foste um excelente profissional e que deste tudo… Porque eu amava e amo o que faço. E há uma coisa chamada sentido de responsabilidade. Sem querer fugir à tua pergunta, já lá vou. Tu tens audiências, tens números que tens que cumprir, coisas que as pessoas em casa não sabem. E se esses números não forem cumpridos, e se o programa não chegar às metas a que se propõe, tu tens 60, 70, 80 postos de trabalho em causa.

Pois.

Tu vês 3 pessoas ou 4 pessoas, mas não vês toda a máquina que está por trás. E não vês, e as pessoas não sabem, e se calhar não têm de saber, de todas as pessoas que vão de terra em terra, todas as semanas, fazer aquilo tudo, e as reportagens, e preparar, e as reuniões.

Vamos voltar atrás…

A Cristina? Tu ficas com mais do que desilusão. Mais do que desilusão. Tu ficas… Quando recebes uma notícia dessas, tu não tens reação. Nem na primeira fase, tens bem consciência do que é que aconteceu.

Foi um choque?

Como deves imaginar… Eu nunca me apresentei como uma pessoa polémica, nem em busca de… Eu sempre me tentei reservar, percebendo que é muito difícil. E, de repente, apessoa que menos polémicas procura, vê-se no meio de um furacão. E tudo o que eu dissesse na altura, e mesmo tudo que eu diga hoje, dificilmente será consensual. Porque as pessoas vão ter as suas opiniões.

A verdade é que, enquanto tu estivesses na crista da onda, ou seja, não é que tu não estejas agora, mas enquanto tu estiveste lá no Somos Portugal todos os domingos, tu nunca foste a reboque de um escândalo da tua vida, nem nada da tua vida, nada.

Curiosamente, os escândalos foram criados duas, três, quatro semanas após a minha saída. Dos escândalos em relação a mim. E ainda há pessoas que nas redes sociais me acusam de coisas que eu nem sonho. Recentemente, uma senhora colocou lá, mas ele de certeza que alguma coisa fez para ser despedido.

Naquele momento, quando estavas sozinho em casa, numa reunião ou em alguma…

Estava à espera de uma mesa. Eu lembro-me perfeitamente, estava em casa à espera de uma mesa.

Ou seja, a tua vida estava ótima. Estavas à espera que chegasse uma mesa para a tua casa.

Estava à espera. Acho que era isso. A mesa tinha acabado de chegar.

Estavas sozinho. Estava sozinho em casa e de repente tinha aquilo na agenda.

Porque já tinha aquilo na agenda, que para mim era uma coisa normalíssima. Aquela reunião de Skype exatamente. Já tinha a semana planeada para depois ir para Lisboa, para trabalhar. Já tinha coisas marcadas para gravar.

Lembras-te exatamente do que é que o João Patrício te disse?

Não me lembro exatamente, mas lembro-me do que o Patrício… “Gostamos muito de ti. Acreditamos muito em ti. Mas neste momento não temos mais nada para te dar”.

E o que é que tu disseste?

Pá, não dizes nada. Quando é assim, não dizes nada. Quando tu és confrontado com isso e quando do outro lado também percebes que a pessoa que te está a dar aquela notícia é uma notícia que não te a quer dar. Tu não dizes nada. O que é que vais fazer? Vais berrar? Vais discutir? Vais fazer o quê? Tu olhas e…

Choraste?

Não, não chorei. Não chorei. Não foi raiva. Acima de tudo, injustiça. O que é que eu fiz?! É tão ridícula a situação. Tão absurda. Depois, a segunda coisa que vem à tua cabeça é… E agora? Eu não estava à espera que houvesse uma repercussão mediática daquele tamanho. Porque pelo Somos Portugal passaram para aí 40 apresentadores. Antes de mim, não era normal que pessoas fossem ao programa e deixassem de ir. E nunca houve uma onda daquelas. Nunca.

Depois do fim…

Senti um carinho imenso. Eu fazia o meu trabalho o melhor que sabia e podia. Ao fim de 5 anos, 6 anos, eu tive o retorno disso tudo. Que foi uma avalanche de amor e de carinho lado.

E a Cristina Ferreira?

Exatamente. Agora, o que é chocante aqui é que, quando a diretora, na altura, foi confrontada pelo Manuel Luís Goucha, 3 ou 4 dias depois da minha saída, no programa dele. Ele fecha o programa e diz, mas porquê é que sai o Santiago? E a resposta que a diretora, na altura, deu é a única resposta que eu tenho. Que é porque decidimos que o programa devia seguir um rumo diferente. Deixa-me repetir isto. Porque acreditamos que o programa deve seguir um rumo diferente. Temos um programa, achamos que não é este o caminho. Temos que mudar aqui o registro, o rumo do programa. Como é que tu mudas o rumo do programa quando trocas uma pessoa, e metes outra exatamente na mesma posição, a fazer exatamente a mesma coisa? Expliquem-me a mim onde é que estava a diferença do rumo. Eu não percebo, não vejo. Se alguém vir, que me diga porque eu não vejo. Tens a tua vida definida e agendada, mediante aquilo.

Tu eras um mau colega?

Não! Ah, e depois a seguir vieram aqueles rumores de que eu fazia muito assédio com as meninas da produção e tal. Então repara uma coisa. Estou a apresentar um programa durante 6 anos. Durante 6 anos está a gente a falar bem de ti. Depois, foi notícia atrás a notícia. Ataques a tentarem atacar a minha pessoa.

Não achas que é um caso suspeito?

É. Sabes qual foi a minha sorte nessa fase? Foi uma senhora chamada Júlia Pinheiro. Que as pessoas não se lembram. Mas saiu uma notícia qualquer, de que teria negócios paralelos entre Somos Portugal. Tipo, o gajo anda de terra em terra a negociar. Era muito difícil eu ter qualquer tipo de negócio paralelo. Porque do momento em que eu chegava, ao momento em que eu saia, exausto, passava o meu tempo todo a trabalhar.

Então foste ao programa da Júlia na SIC.

Fui à Júlia. A Júlia conhece muita gente. E conhece muita gente que trabalha no Somos Portugal. E ela faz-me essa pergunta. Santiago, que negócios paralelos são estes? Eu digo-lhe a verdade. E ela diz assim, em direto. E eu por acaso falei… Eu vi esta notícia, e antes de vires aqui, falei com pessoas que são da produção e pessoas que estão dentro. E eu sei que isto é mentira. E eu só lhe digo, obrigado Júlia.

Depois foi a Fanny. Também tu e a Fanny, supostamente, não se davam. E por causa disso, ela pediu para tu seres afastada. E como ela namorava com o Frade…

Com quem eu tenho uma belíssima relação. Ainda hoje. Entretanto, já me cruzei com o Frade. E tudo tranquilamente, grande abraço. Estamos ótimos.

E com a Fanny?

Repara uma coisa. Eu sou tão má pessoa que até hoje, o namorado da Fanny, que supostamente não gostava de mim, fala comigo e segue-me. E se tiver que me ligar ali.

E com a Fanny, tiveste mais alguma conversa?

Não. Porque não faz sentido. Foi uma altura muito complicada. Não somos… Houve uma série de problemas com a Fanny no Somos Portugal. Que não foi específico com ninguém. Foi com várias pessoas, vários momentos.
Momentos onde, por aquilo que eu sei, ela própria admitiu que estava uma fase difícil. E nós não temos que ficar amigos dos nossos colegas. Temos que desejar o melhor para as outros, porque o meu caminho é o meu caminho. O caminho dela é o caminho dela. E o caminho de cada um deles é o caminho de cada um deles.

Mas então tu, quando estavas a trabalhar com ela, ela tinha as polémicas dela, mas tu não tinhas nada relacionado com isso. Não era fácil trabalhar com a Fanny. Isso posso-te dizer. Com muita pena minha, porque eu por acaso sou daquelas pessoas que acreditei desde o início que ela tinha muito para dar. Mas às vezes tu cumpres, outras vezes não cumpres.

A equipa já não a suportava mais?

Estás a falar de uma fase que também é posterior à minha.

A Mónica Jardim, ficaram amigos?

Eu tenho um respeito imenso com a Mónica Jardim. A Mónica é uma estudante profissional, é daquelas profissionais que veste a camisola, que dá tudo à casa. Não conheço uma pessoa que tenha alguma coisa a apontar à Mónica.

Mas quem será esse alguém, que te mandou dispensar?

Vamos lá ver. Vamos olhar para isso como se fosse uma empresa. Vamos olhar para quem? Para a Direção de Entretenimento. Pronto, tens aí a tua resposta.

A Cristina Ferreira.

A Cristina Ferreira fazia parte da Direção de Entretenimento. Sim. Era na altura a Diretora. Agora, a única pessoa neste planeta que te pode dar a confirmação é a Diretora de Entretenimento da TVI. Só essa pessoa tem a resposta.

E nunca mais voltaste a falar com ela?

Não, não. Nem tenho porquê falar com ela.

E nem queres?

Bom, não é uma questão do que não quero. Não faz sentido.

Mas se tu a encontrasses, cumprimentavas?

Oh, oh. Eu sou bem educado. Eu digo bom dia, boa tarde. Não há problema. Bom dia, boa tarde. Está tudo bem. Está tudo certo. Mas isso é diferente de dizeres que vais cumprimentar e a seguir vais jantar fora com ela.

Mas está tudo a correr bem,?

Está, graças a Deus. E graças também ao meu esforço. E, todos os anos estou a conseguir ter mais eventos. Tenho também as lojas, uma no Porto, outra na Amadora. É roupa e calçado. São dois outlets. Chamam-se Stock Killer. Lojas de multimarca, com marcas conhecidas, sempre com descontos.

Já tiveste propostas de outros canais?

Já. Claro, sim. Tive a sorte de ter propostas. Mas nenhuma delas me pareceu ainda a proposta certa. Porque se me disserem assim, queres voltar à TV a qualquer custo? Eu digo que não. Se um dia voltar, ou quando voltar, tem que ser num projeto que faça sentido. Não tem que ser só por voltar.

Entretanto, também o teu podcast está a evidenciar-se, dá que falar. O teu ‘Fundo Branco.

É uma luta de todo o tamanho. Dá-me um prazer do caraças. A parte fácil é a altura em que eu estou sentado a falar com as pessoas. Isso é altamente prazeroso.Depois tens todo aquele trabalho não visível. A edição, a realização, a edição, o áudio, a montagem do estúdio.

Fizeste anos em Agosto.

44. Vou-te dizer qual é o segredo do meu bom ar (Risos). Não partilhes com ninguém. É dormir todos os dias num tupperware hermeticamente fechado.

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