Helena Isabel acusa Miguel Vicente de maldade após discussão por causa de brinquedo do filho no Big Brother All Stars
O conflito no Big Brother All Stars nasceu durante uma dinâmica e envolveu ainda críticas de Sónia Jesus e Francisco Monteiro.

O segundo momento de tensão analisado na gala do Big Brother All Stars de hoje envolveu Helena Isabel e Miguel Vicente, na sequência de um desentendimento causado por uma mota de brincar pertencente ao filho do algarvio.
Questionado por Maria Botelho Moniz sobre se tinha manuseado o objeto durante o discurso da colega para a provocar e aproveitar a sua desconcentração, o vencedor da edição de 2022 negou qualquer intenção maldosa: “Olha, Maria, mesmo para ser honesto, eu não me apercebi que a Helena estava a ficar incomodada porque a mota, como estão a ver, eu estou aqui a fazer ao pé do microfone, isto não faz barulho.”
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Miguel Vicente sugeriu mesmo que a jurista utilizou o episódio como pretexto por falta de argumentos na atividade: “Aquilo que a Helena depois disse, não percebi a reação dela. O que eu sinto foi que a Helena não tinha assim muito para dizer e aproveitou isso para se desculpar e para fazer a VT desta forma. Eu nem me concentrei naquilo que a Helena tinha dito porque eu estava-me a concentrar: ‘Será que a mota está mesmo a fazer barulho?’ E de facto a mota não fez barulho nenhum.” O concorrente apontou ainda o dedo a Francisco Monteiro por se ter intrometido na discussão: “Porque o Francisco estava lá dentro, viu aquilo que se passou e estava a tentar mandar a bicada dele. Mas isso é apenas a minha opinião. Se não for, o Francisco está aqui para se justificar do contrário.”
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Confrontado pela apresentadora sobre se quis “colocar fogo no parquinho”, Francisco Monteiro rejeitou a ideia e explicou que a atitude do colega foi ilógica perante os pedidos repetidos da alentejana: “Ó Maria, claro que não. Eu não tinha interesse nenhum em criar um conflito ou alimentar o conflito. A única coisa que eu disse ao Miguel, que ficou claro, é que a Helena pediu duas ou três vezes para o Miguel parar, fazendo barulho ou não fazendo barulho, a Helena estando a mentir ou não estando a mentir. Se a Helena pede para parar enquanto está a falar e o Miguel não para, só lhe está a dar armas. Isto é uma questão lógica.”
Perante a insistência de Miguel Vicente para que olhassem para as suas mãos a segurar o brinquedo em silêncio, o treinador de padel manteve a sua posição: “Estavas a abanar a roda, não sei se faz barulho, se não faz barulho. Ó Miguel, tu não consegues compreender que eu estava a 10 metros e eu não sei se faz barulho ou não. Se a Helena te pede para parar e tu não paras, só lhe estás a dar armas, ponto final.”
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A conversa levou à intervenção de Luís Gonçalves e de Sónia Jesus, que saíram em defesa do valor sentimental do objeto e reprovaram os termos usados por Helena Isabel durante a queixa. A concorrente nortenha questionou diretamente o aliado da jurista: “Francisco, não achas que é uma falta de respeito também da parte da Helena o Miguel acabar de dizer que era o objeto do filho e ela virar-se e dizer: ‘Para com essa porcaria’?” Depois de Maria Botelho Moniz notar que a concorrente “podia simplesmente dizer ao Miguel ‘estás-me a incomodar, para com isso'”, Francisco Monteiro demarcou-se da expressão utilizada pela colega: “Esse aí não é o ponto da minha discussão e isso já é uma questão entre eles. Eu não sou juiz aqui, estou a dar a minha opinião relativamente ao assunto como dei ao Miguel.”
Chamada a explicar a sua reação, Helena Isabel revelou que o cansaço acumulado na casa da Malveira lhe afeta o raciocínio sempre que existem ruídos paralelos, recordando que o colega já tinha tido uma conduta idêntica noutra ocasião: “Então, nós todas as sextas-feiras temos também o concílio dos nomeados, e o Miguel também já tinha feito barulho com os cartões. Eu estou aqui, durmo mal, tenho imensas dificuldades de concentração. Eu tenho raciocínios que ficam a meio, incomodam-me determinados barulhos de fundo. Já tinha pedido num dos concílios ao Miguel, quando estava a bater com aqueles cartões de quem vai e quem fica, para ele parar. Pronto, ele na altura parou. Isto voltou a repetir-se com o brinquedo que tinha.”
A comentadora garantiu que o seu incómodo nada teve que ver com o facto de o objeto pertencer ao filho do concorrente: “Vamos lá ver aqui uma coisa. Eu pedi-lhe para parar porque eu não consigo raciocinar. Acho que estou tão cansada que eu não consigo raciocinar com barulhos de fundo. É uma questão minha, não tem nada a ver com o brinquedo ser do filho. Obviamente que tem uma estima enorme e tudo mais. Agora, se eu lhe pedi, por que é que ele não parou? É que eu não consigo terminar o raciocínio. Estou extremamente cansada, continuo a não raciocinar. Isto até já me aconteceu no confessionário.”
Por fim, quando Maria Botelho Moniz lhe perguntou o que a levava a afirmar que, ao contrário de Francisco Monteiro, o algarvio tem maldade, Helena Isabel traçou um retrato implacável do adversário: “Eu acho que tem. De facto, a visão que eu tinha do Miguel era turva, era uma visão completamente diferente até ao dia de hoje. Para já, alguns comportamentos que eu leio e não comento, ficam para mim. E depois acho que ele gosta de levar as pessoas ao limite, tanto que eu já fui comentadora, como a Maria sabe, e quando os concorrentes chegavam lá e diziam que de facto o Miguel os enlouquecia, que era uma coisa fora do normal, eu não conseguia perceber até viver isso aqui dentro.”
A jurista fechou a sua intervenção acusando o colega de representar várias personagens conforme a conveniência do momento: “Eu acho que o Miguel tem cinco heterónimos, já expliquei. Hoje é o senhor prior, que é o senhor padre, que está muito bem, ele hoje até está muito inocente. Eu entendo que era uma mota, que de facto é algo muito simbólico para ele, com um valor enorme. Mas eu só pedi para ele parar com aquele barulho que me estava a incomodar. Uma pessoa normal e uma pessoa que tem apreço por outra, ou o mínimo de respeito, e sabe que a pessoa está cansada, para. E não é que eu não tivesse nada para dizer, porque ao contrário daquilo que o Miguel diz, eu tenho sempre alguma coisa para dizer. Agora, eu não tenho que dar opinião sobre tudo, porque eu também sei que sou oito ou oitenta e também não me quero prejudicar.”