Eduardo Ferreira, conhecido como Dudu e herdeiro de Marco Paulo, marcou presença num programa da CMTV para abordar a polémica em torno da herança do cantor, confirmando que o caso vai mesmo avançar para a justiça.
O bombeiro de Braga revelou que as negociações com os restantes herdeiros falharam e criticou a falta de transparência em todo o processo.
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Começou por explicar que a decisão de Marco Paulo de o incluir no testamento foi um ato de agradecimento pelo apoio prestado nos últimos tempos. Segundo o próprio, o documento dita que tem direito a dez por cento de todo o património. No entanto, a falta de entendimento tem sido uma constante e forçou uma decisão judicial: “Eu pensei sempre que ia ser resolvida de uma maneira mais simples. E sempre pensei que iam honrar o pedido do Marco, mas também, como não estão a fazer isso, e os meus advogados também estão a reunir a matéria toda que precisam, e no momento certo, estamos à espera dos documentos e isso tudo, avançamos para o tribunal. Isso não vai haver hipótese, está 100% avançado para o tribunal.”
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Sobre as negociações prévias, Eduardo Ferreira revelou que existiu uma reunião com os restantes herdeiros, onde lhe foi apresentada uma proposta que recusou de imediato por não concordar com os valores em cima da mesa. O jovem sublinhou: “Foi feita uma proposta, mas eu não aceito aquela proposta, que aquilo é ridículo.”
Um dos pontos de maior discórdia prende-se com as verbas declaradas nas contas bancárias do falecido cantor, valores que Eduardo Ferreira contesta. O herdeiro referiu as conversas privadas que tinha com o artista para justificar as suas dúvidas: “O Marco Paulo falava-me de uma quantia que tinha no banco e quando eu fui ver a realidade não era nada disso.” Para exemplificar a sua desconfiança, questionou diretamente: “Alguém se acredita que o Marco Paulo tinha 26 mil euros numa conta?”
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Apesar de não ter guardado provas físicas ou mensagens detalhadas na altura, por nunca pensar que seria necessário, Eduardo Ferreira garante procurar apenas a verdade dos factos, afastando qualquer interesse excessivo no dinheiro. O herdeiro assegurou as suas intenções: “Eu não quero ir para o tribunal. Eu só quero a verdade, mais nada. Simplesmente, o que for meu, tem que ser meu. Ponto. É isso que eu quero. Eu não quero ir para lá para ir buscar mais dinheiro, menos dinheiro. Eu quero ver as coisas como elas são.”
Ao longo da emissão, o convidado lamentou ainda as críticas de quem o acusa de procurar mediatismo com este caso. Em tom de desabafo, confessou: “Uma coisa que eu fico triste é muita gente às vezes ainda me julgar e dizer que eu quero protagonismo, que eu quero aparecer. E não. Eu quero a justiça. O que fico triste é o que estão a fazer, não respeitarem a vontade de uma pessoa.” O afilhado de Marco Paulo reforçou ainda o respeito que mantém pelo cantor: “E quando vejo pessoas a dizer que o Eduardo só quer aparecer, que o Eduardo ainda vai denegrir a imagem do Marco Paulo… Zero. Nunca na minha vida eu denegri a imagem do Marco.”
A fechar a sua intervenção, Eduardo Ferreira deixou um apelo aos restantes envolvidos no processo para que o assunto seja resolvido de forma clara: “Uma coisa simples. Vamos sentar à mesa. Mostram o que há. O que é meu é meu. Vamos embora e acabou. E acaba este assunto. Era simples. É uma coisa tão simples.” Contudo, o jovem não evitou deixar uma crítica final a um dos elementos mais próximos do artista: “Com todo o respeito ao Sr. António Coelho. É que eu acho que ele acha que é o dono daquilo tudo. O património todo. Pronto.”