Pedro Teixeira revela: Tem poucos “amigos de casa” após 22 anos de carreira
Painel do V+ Fama debateu a dificuldade de criar laços verdadeiros na ficção, com egos, agendas e rivalidades

Pedro Teixeira, uma figura incontornável da ficção nacional ao longo de 22 anos de carreira, abriu o livro sobre as suas relações profissionais.
Em declarações ao programa ‘Passadeira Vermelha’, o ator confessou que não tem muitos “amigos de casa” no mundo da televisão. Contudo, fez uma ressalva: o elenco da novela ‘A Madrasta’ foi uma exceção, com quem forjou uma amizade genuína, com jantares e convivência fora dos estúdios.
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A revelação surpreendeu Pedro Capitão, comentador do ‘V+ Fama’. “Surpreende, tendo em conta que vemos o Pedro Teixeira uma pessoa sempre tão animada, tão bem-disposta”, atirou. Capitão admitiu que pensava que o ator teria mais facilidade em transformar colegas de trabalho em amigos próximos. “Só descobrimos isso agora, nestas declarações que o Pedro Teixeira dá depois das gravações de ‘A Madrasta’, inclusive que ele diz que sente falta do elenco. Que se criou uma amizade”, explicou. Adriano Silva Martins sintetizou: “Com ‘A Madrasta’ houve uma pequena exceção.”
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Pimpinha Jardim interveio, referindo que, pelo que se vê e pela sua experiência nos bastidores de novelas, “o Pedro dedica-se de alma e coração a todas as personagens” e a todas as novelas. Apesar de o ver sempre com “uma ótima relação com todos os outros atores”, como se notou em ‘Festa é Festa’ através das redes sociais, a comentadora fez a distinção. “Ótima relação é uma coisa, amizade e levares as pessoas para a tua casa de casa, isso é outra história”, concordou Adriano Silva Martins.
Pimpinha Jardim admitiu que Pedro Teixeira pode ser uma pessoa mais reservada, mas reforçou que ele é “muito animado, muito divertido e sempre com relações muito boas com todos os elencos”. Sobre o elenco de ‘A Madrasta’, sublinhou as palavras do ator: “É um elenco muito próximo e que aqui se reuniram vários atores que combinam, obviamente, muito bem uns com os outros, e que aquilo se sente em casa. E que mesmo quando não estão a trabalhar, sentem falta uns dos outros. São palavras muito, muito bonitas.”
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Adriano Silva Martins questionou abertamente: “É fácil fazer amigos no mundo da televisão? Não é assim tão fácil.” António Leal e Silva partilhou a sua perspetiva, desmistificando a ideia de que a dificuldade é exclusiva da televisão. “Na minha opinião, não tem a ver com a televisão, ou dentro ou fora. A vida é como é”, começou por dizer. “O que a vida me ensinou é que eu sei de quem sou amigo, certo? Por vezes fico um bocado na dúvida de quem é que é meu amigo.”
Leal e Silva admitiu que “é natural que às vezes haja ali algumas lutas de egos, porque estamos a falar de uma profissão que depende de egos e rivalidades”. Contou a sua experiência de “dois anos e pouco” no programa, onde fez boas relações, mencionando Manuel e Sara. No entanto, frisou a dificuldade de conciliar agendas: “Nós saímos daqui, quantas vezes dizemos ‘pois tens que ir lá’, ‘olha, pois vamos lá’. Às vezes, para quando estamos todos para combinar, é verdade, e depois dá trinta anos. E não é por maldade, não é falta de amizade.”
António Leal e Silva insistiu que “realmente não é fácil” e que “as pessoas têm que ser sempre positivas”. “Eu, como sou um bocado ingénuo nessas coisas, acredito sempre na amizade. E eu acho que a amizade é uma coisa tão bonita entre os seres humanos”, sentenciou. Adriano Silva Martins reforçou: “Também acho que sim. E faz-nos muita falta. Um homem sozinho não chega a lado nenhum.”
Pedro Capitão relançou a questão ao painel: “Pedro Teixeira diz que não, que não é fácil, mas para vocês, vocês acham que é fácil?” António Leal e Silva não hesitou: “Para mim é fácil. Para mim é porque sou uma pessoa de trato fácil e dou-me bem com toda a gente e não sou conflituoso.” Adriano Silva Martins, em tom de brincadeira, contrapôs: “Para mim não é, como disse o Pedro, que tenho mau feitio.”
António Leal e Silva refletiu que, embora a boa-fé ajude, “quando as pessoas não ajudam, quer dizer, tu dás tudo, tu abres a porta, se a pessoa não se sabe colocar e posicionar, também tens que tomar uma atitude”. Adriano Silva Martins comparou a situação à de outras profissões: “Não é fácil, como não é fácil tu seres advogado e no teu escritório de advogado também fazeres grandes amizades.” No entanto, concluiu que “quando trabalhas com pessoas, como é o nosso caso, trabalhamos diariamente de segunda a sexta-feira, é impossível não criares laços com essas pessoas”.
Pimpinha Jardim concordou, explicando que se criam laços e se fazem muitos programas e viagens, “mas é fora de casa”. Adriano Silva Martins rematou, com um ponto de vista partilhado por todos: “Depois, realmente, aqueles que entram dentro da tua casa contam-se pelos dedos de uma mão.”