Isabel Figueira revolta-se com ataques cruéis a Helena Laureano: “Tenham vergonha na cara”
Adriano Silva Martins expôs a polémica do momento, onde o envelhecimento da atriz foi criticado. Cláudia Jacques lamentou que "as mulheres são muito más para as mulheres", enquanto Marta Aragão Pinto questionou se preferiam ver a atriz "numa cama fechada a chorar".

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O programa V+ Fama desta quinta-feira, 5 de fevereiro, abriu com uma análise dura à polémica que envolve a atriz Helena Laureano, que tem sido alvo de uma onda de ciberbullying após publicar um vídeo nas redes sociais a declamar um poema de Florbela Espanca.
Adriano Silva Martins introduziu o tema com visível indignação, relatando que a atriz “tem sido fortemente atacada por comentários negativos e ofensivos depois de publicar um vídeo nas redes sociais e chamam-lhe de tudo menos bonita”.
O apresentador fez questão de colocar o dedo na ferida da desigualdade de género, argumentando que a sociedade perdoa o envelhecimento masculino, mas não o feminino: “Mas é verdade. Porque se fosse um homem a fazer este vídeo, ninguém iria dizer… Imaginem, se fosse o Diogo Infante a fazer este vídeo e a declamar Florbela Espanca. Se tivesse com 2 ou 10 ou 15 quilos a mais… Alguém ia estar a contar com o dedo desta maneira?”.
Cláudia Jacques, comentadora residente, lamentou profundamente a crueldade dos internautas, focando-se na pressão estética impossível que recai sobre as figuras públicas femininas, onde qualquer escolha é criticada.
A socialite explicou o paradoxo vivido pelas atrizes: “Quando uma mulher faz intervenções cirúrgicas, criticam-na porque está diferente, que nem é reconhecível… Se nada faz, que é o caso da Helena Laureano, também lhe dizia a mesma coisa… Evidentemente que há pessoas que envelhecem melhor e outras pior. A nossa genética também tem muito a ver com esse fator. Mas depois é o estilo de vida, se a pessoa esteve doente, se teve que tomar medicação”. A empresária foi ainda mais longe na sua crítica social, apontando a falta de sororidade: “As mulheres são muito más para as mulheres… Não têm nenhuma empatia nem solidariedade umas com as outras”.
Marta Aragão Pinto alinhou pelo mesmo diapasão, questionando a legitimidade de quem critica sem conhecer os bastidores da vida pessoal e de saúde da artista. E defendeu que o ato de Helena aparecer publicamente deve ser valorizado e não achincalhado: “Eu gostava de perguntar a estas pessoas o que é que preferiam? Que ela estivesse numa cama fechada a chorar sem aparecer? É isso que as pessoas esperam quando alguém não está no seu melhor a nível de imagem?”.
A comentadora afirma que as redes sociais tornaram-se um terreno perigoso e desumano, onde “tu não podes aparecer magra, tu não podes aparecer gorda, tu não podes aparecer despenteado”, criando um ambiente tóxico para quem apenas quer exercer a sua arte.
A reação mais emotiva da tarde coube a Isabel Figueira, que se mostrou visivelmente “arrasada” e revoltada com o teor das mensagens dirigidas à colega de profissão, alertando para as consequências trágicas que este ódio gratuito pode desencadear.
Com a voz embargada pela indignação, Isabel deixou um aviso sério: “Chegámos a uma rede social e ser desta brutalidade e agressividade que pode perfeitamente deixar uma pessoa como a Helena fechada em casa e revoltada numa solidão profunda e levar a fazer outro tipo de coisas”.
A atriz e DJ não poupou nas palavras dirigidas aos autores dos comentários, desafiando-os a olharem-se ao espelho: “Tenham vergonha com isso. Tenham vergonha, tenho mesmo… Há uma adrenalina em humilhar o outro, em dizer mal o outro porque a vida deles é tão infeliz e é tão miserável, que tem que vir para uma rede social, ter o prazer e a adrenalina de humilhar o próximo”.