José Luís Gonçalves: A fisioterapia é só para “o manter vivo”, sem perspetivas de voltar a andar, 13 anos depois
A companheira e um amigo do antigo toureiro detalham à TV7 Dias o agravamento do estado de saúde, marcado pela interrupção da fisioterapia durante a pandemia.

O acidente de José Luís Gonçalves durante os ensaios do programa ‘Dança com as Estrelas’, em 2013, continua a ter consequências graves.
Treze anos depois da queda de cerca de dois metros que lhe causou múltiplas fraturas e um traumatismo cranioencefálico, o antigo toureiro permanece totalmente dependente, com o seu estado de saúde a inspirar grande preocupação.
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Em declarações exclusivas à TV7 Dias, a companheira Isabel Gomes e o amigo Américo Manadas partilharam novos desenvolvimentos clínicos, admitindo um revés significativo. “Antes do COVID-19 as coisas estavam a melhorar. Mas depois veio a pandemia e as coisas voltaram a complicar-se porque a fisioterapia que ele fazia deixou de fazer. Como parou de fazer a fisioterapia houve um retrocesso. Aquilo é muito complicado”, explicou Isabel Gomes.
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Américo Manadas recordou ainda um momento invulgar de clareza. Contou que, numa chamada telefónica com Isabel Gomes, perguntou pelo amigo, e a resposta surpreendeu-o. “Manadas, eu fiquei espantada. Ele virou-se para mim e perguntou o que era feito do amigo Manadas que há muito tempo que não vinha cá”, ouviu do outro lado da linha. Para o amigo, aquele foi um “momento de lucidez”, que o deixou “muito feliz”, mas que, infelizmente, “de resto nunca mais” se repetiu.
Isabel Gomes confirmou que José Luís Gonçalves mantém algumas memórias, embora sem consciência do quotidiano. “Ele fala, mas, como imagina, um TCE é uma coisa muito grave. Não tem consciência do dia-a-dia, mas tem memórias. Não tem noção das coisas, é outro mundo. O que está é o que está”, detalhou a companheira.
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O quadro clínico agravou-se ainda mais em 2020, quando o ex-toureiro contraiu uma infeção grave. “Ele teve uma infeção muito grave, teve de ser operado de urgência, esteve em coma induzido, mas nada que não se resolvesse. Os médicos disseram que temesse o pior, ele está sempre ali na corda bamba. É um dia de cada vez”, contou Isabel Gomes. A fisioterapia que José Luís faz atualmente serve apenas para evitar complicações como coágulos, sem perspetivas de recuperação da mobilidade. “A fisioterapia é só para manter por causa dos coágulos e esse tipo de coisas. Não é para ele voltar a andar, ele nunca mais vai voltar a andar. É para o manter vivo”, esclareceu.
Ao longo dos anos, Américo Manadas procurou manter viva a ligação de José Luís Gonçalves à tauromaquia, levando-lhe revistas, fotografias e até uma cadeira de rodas para passeios ocasionais. Apesar de raros momentos de reconhecimento de pessoas ou recordações de episódios ligados aos touros, a memória voltava a desvanecer-se pouco depois. Isabel Gomes, que permanece ao lado do antigo toureiro, sabe que a recuperação total é um cenário distante.