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Jovem passou horas com o corpo em casa: Os detalhes arrepiantes do crime.

Os contornos de um crime impensável: adolescente esconde morte da mãe e cuida da irmã durante a noite

O repórter Luís Maia na Sic, relatou como o adolescente tentou manter a normalidade perante a irmã de 4 anos após cometer o crime.

A morte trágica de uma mulher de 33 anos, estrangulada pelo próprio filho de 15, em Oeiras, continua a chocar o país. Na emissão desta sexta-feira, 14 de agosto, do programa «Casa Feliz», da SIC, a rubrica ‘Análise Criminal’ revelou novos e perturbadores detalhes sobre as horas que se seguiram ao crime, traçando o retrato do que aconteceu na habitação onde a vítima perdeu a vida.

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A partir do local do homicídio, o repórter Luís Maia começou por relatar a gravidade do método utilizado pelo jovem contra a mãe. “Ele terá assassinado a mãe na quarta-feira à noite com um golpe de mata-leão à espécie de uma gravata, ou seja, passar à volta o pescoço, o braço à volta do pescoço de uma pessoa até ela ficar sem ar, acabando por matá-la assim. Este golpe pode ser utilizado para imobilizar pessoas. Neste caso foi utilizado por este rapaz para matar a mãe“, detalhou o jornalista.

Após a agressão fatal, o menor permaneceu no apartamento com a irmã mais nova, de apenas quatro anos, com o corpo da mãe caído junto ao acesso principal da casa. “E depois este jovem adolescente de 15 anos passa a noite em casa com o cadáver da mãe lá em casa, claro está. Lá na mesma casa vivia uma criança de 4 anos que é irmã do presumível homicida e filha da vítima. Não se sabe se a filha assistiu à morte da mãe, mas o que é certo é que no dia a seguir o rapaz e a menina ainda ficaram em casa durante algum tempo“, explicou Luís Maia.

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Na manhã seguinte, o rapaz procurou manter uma rotina aparentemente inalterada e recorreu a uma mentira para justificar a presença do corpo à criança. “Este jovem terá dado o pequeno-almoço à irmã e perto da hora do almoço, ou a meio da manhã, um pouco antes do almoço, acabou por sair de casa e saiu de casa com a irmã. E porque a mãe estava morta à entrada de casa, ou perto da entrada de casa, numa espécie de hall da casa, digamos assim, esta menina acabou por ver o cadáver da mãe. E aquilo que o irmão lhe disse é que a mãe estava a dormir, para ela não fazer barulho (…) porque ela estava a dormir“, acrescentou o repórter da SIC.

Durante a saída, o adolescente deslocou-se com a irmã até a um espaço comercial e abordou vizinhos no trajeto. “Saíram de casa, vivem no 4.º andar deste prédio que está atrás de mim, saíram de casa, foram a uma superfície comercial, a um centro comercial, e ele terá ido, o jovem de 15 anos terá ido dar almoço à irmã. Voltaram, foram dar uma volta, terá dito a um vizinho, houve alguém que disse às autoridades que este rapaz quando saiu de casa terá dito algo do género, ‘vou aproveitar os meus últimos momentos de liberdade’“, descreveu o jornalista.

O regresso à habitação culminou no alerta imediato aos serviços de emergência feito pelo próprio menor. “E entretanto o rapaz regressa a casa e quando regressa a casa, já mais a meio da tarde, acaba por telefonar depois para o 112. A chamada ocorre pouco depois das 5 da tarde e este jovem diz imediatamente a quem o atende do outro lado da linha que tinha matado a mãe, que tinha enforcado a mãe e que era preciso que alguém viesse cá a casa“, concluiu Luís Maia, assinalando a chegada rápida dos meios de socorro e da polícia ao local da tragédia.

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