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Legado de Francisco Pinto Balsemão inspira prémio anual de 70 mil euros

O movimento Deixar o Mundo Melhor junta a SIC e o grupo DST com apresentação marcada para quarta-feira no MUZEU, em Braga.

Setenta mil euros por ano para distinguir projetos e ideias com capacidade transformadora na sociedade.

Este é o valor associado ao Prémio Deixar o Mundo Melhor, o eixo central do novo movimento que a SIC e o grupo DST apresentam esta quarta-feira, 21 de outubro, às 17h30, no espaço MUZEU, em Braga. A iniciativa parte do percurso cívico de Francisco Pinto Balsemão para encontrar respostas a problemas sociais e ambientais em Portugal.

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A ideia de intervenção cívica encontra raiz direta nas próprias palavras deixadas pelo fundador do grupo de comunicação social. No fecho do seu livro ‘Memórias’, Francisco Pinto Balsemão resumiu o princípio ético que o guiou: “Hoje e sempre, a única obrigação moral que pode ser exigida ao Homem é que procure deixar o Mundo onde nasceu melhor do que o encontrou”.

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Dar corpo a esta visão nos tempos atuais é o objetivo assumido pela liderança do grupo de Paço de Arcos. Francisco Pedro Balsemão, chairman e CEO da Impresa, explicou o sentido deste passo: “Francisco Pinto Balsemão deixa-nos a todos uma grande responsabilidade: continuar a construir uma sociedade livre, na qual se valorize a cultura e a inovação e se pratique a empatia e o respeito pelo outro. O movimento que agora nasce quer honrar o seu legado e fazer com que os seus valores e princípios sejam concretizados”.

O galardão financeiro será entregue após deliberação de uma equipa de jurados liderada por Mónica Balsemão. Ao seu lado na avaliação das propostas estarão José Teixeira, o Cardeal Tolentino Mendonça, Diana Priscila Pires, António Miguel e Sara Leitão Barros. O regulamento das candidaturas, bem como as datas do processo de seleção, serão anunciados oportunamente.

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Para a presidente do júri, o projeto reflete uma prática constante na vida do pai: “O meu pai soube sempre distinguir o mérito e celebrar percursos e talentos. Este prémio quer reconhecer pessoas, projetos ou ideias que concretizem os propósitos deste movimento. Estou certa de que encontraremos histórias que, com pequenos ou grandes gestos, contribuem para uma sociedade mais livre, mais justa e mais plural”.

A par do prémio, a iniciativa ganha espaço regular na grelha televisiva. A partir desta quarta-feira, 21 de outubro, o ‘Jornal da Noite’ da SIC exibe uma série de reportagens com a assinatura da jornalista Lúcia Gonçalves. Os trabalhos mostram cidadãos e entidades que avançaram com soluções práticas nas áreas da habitação, do ambiente, da saúde, da inclusão e da integração de comunidades.

O alcance da plataforma estende-se a outros suportes do grupo editorial. Em janeiro de 2027, o movimento ganha uma vertente áudio com o lançamento de um podcast dedicado às trajetórias de quem arriscou fazer diferente, passando em revista as motivações, os obstáculos do terreno e as soluções alcançadas. Na mesma altura, o jornal Expresso inicia a publicação regular de artigos de fundo e reflexões editoriais em torno destas iniciativas.

Na liderança do parceiro empresarial do projeto, José Teixeira, presidente do Grupo DST, destacou o simbolismo da colaboração: “O convite da família Balsemão honra-nos, desafia-nos e responsabiliza-nos a continuar a fazer o caminho em torno do bem, do belo e da verdade. Podermos fazer companhia à família de Francisco Pinto Balsemão, para sermos o azeite, o combustível na lamparina que dá luz à liberdade pela qual quem nos inspira se bateu toda a vida, é um desafio que nos remete para o dever de fazer para um dia não nos arrependermos do que deixamos de fazer”.

Ao partilhar estes exemplos pelo ecrã, no papel e no digital, o movimento apela à mobilização de cada cidadão, assente na ideia de que a transformação comunitária depende da passagem direta da intenção à prática individual.

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