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Rita Blanco confessa exaustão e admite: “O último ano foi demasiado duro para mim”!

A atriz de 63 anos assume o cansaço após um período difícil marcado pela perda de João Canijo e revela a urgência de abrandar o ritmo de trabalho.

O ritmo acelerado de trabalho e o peso do luto recente levaram Rita Blanco a fazer uma pausa para reflexão.

Aos 63 anos, a atriz admite que atravessa uma fase de desgaste profundo, acentuada pela morte do realizador João Canijo, um dos seus maiores cúmplices de vida e percurso profissional. O desabafo surge sem filtros: “O último ano foi demasiado duro para mim”.

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A viver um período de grande exposição, a artista não esconde o esgotamento provocado pela acumulação de compromissos. O corpo e a mente começam a pedir tréguas, numa altura em que o excesso de ocupação se tornou insustentável. A constatação é clara e urgente: “Preciso de parar. Há muito tempo que não paro de trabalhar e estou a ficar mesmo muito cansada”.

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Esta sobrecarga surge também como um reflexo daquilo que considera ser uma exigência do quotidiano atual. A atriz alerta para os perigos de uma rotina sem pausas: “As pessoas têm que parar, não sou só eu, é toda a gente. Mas somos habituados pela sociedade a trabalhar, trabalhar, trabalhar. E a vida não é só trabalho, portanto, às vezes, trabalhamos demais. Depois, há os burnouts, o cansaço. É cada vez mais importante pensar nisso”.

Atualmente, o público pode vê-la no grande ecrã com o filme ‘Santo António – O Casamenteiro de Lisboa’ e na antena da SIC, onde integra o elenco de ‘Destino Maior’. Na trama da estação de Paço de Arcos dá corpo a Celeste, uma figura com contornos de vilã, mas carregada de humor. O regresso à ficção televisiva aconteceu a convite de Daniel Oliveira, embora a atriz tenha colocado condições prévias antes de aceitar.

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O processo de negociação foi pragmático, como explicou a própria: “Quando vamos ser convidados, nem sabemos bem ao que vamos. Eu só disse que não podia trabalhar demasiadas horas, porque já não vou para nova, porque também tenho outras coisas para fazer e porque vim de um ano duro. Por isso, tinha que ter calma.”

Acontece que o papel ganhou uma dimensão imprevista na narrativa e obrigou-a a uma presença constante nos estúdios, impedindo os seus habituais refúgios a sul. Presa à rotina de gravações na capital, a atriz lamenta a distância: “Não posso estar em mais lado nenhum a não ser aqui [em Lisboa]”.

Ainda assim, a agenda continua preenchida nos próximos meses. Além da novela, tem já caminho traçado noutras produções: “Tenho projetos até ao fim do ano, pelo menos um filme, de uma realizadora francesa, a Christelle Meira, vou também fazer a próxima peça com assinatura do Pedro Penim. E o resto ainda nem sei bem”.

A estes compromissos junta-se um novo podcast dedicado “sobre livros”, formato que descreve como “interessante” e onde volta a juntar-se a Júlia Pinheiro e Rui Zink, recuperando a cumplicidade que partilham desde os tempos do formato ‘A Noite da Má Língua’.

Para manter o equilíbrio e resistir à exigência dos palcos e das câmaras, Rita Blanco refugia-se naquilo que considera verdadeiramente essencial: “Estar com os meus cães, com os meus gatos… a minha vida familiar, que prezo muito. Não há hipótese, hoje em dia, o meu fim de semana é sagrado. Já não é como era e, mesmo assim, às vezes é demais”.

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