
Através de um testemunho na primeira pessoa, a comunicadora abordou os preconceitos e as mudanças físicas e emocionais associadas a esta etapa da vida.
O Dia Mundial da Menopausa, assinalado neste domingo, 18 de outubro, serviu de mote para uma reflexão intimista de Júlia Pinheiro nas plataformas digitais. A apresentadora da SIC decidiu abordar um tema que ainda é amplamente rodeado de preconceitos, assumindo a sua atual realidade sem qualquer tipo de reservas: “Sim, sou uma mulher em plena menopausa“.
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Com o objetivo de desmistificar ideias feitas, a comunicadora fez questão de sublinhar que esta etapa não deve ser encarada com negatividade ou fatalismo. “Reitero que a menopausa não é uma doença, não é o fim e o mais importante de tudo: não é uma sentença de invisibilidade“, escreveu.
Para a apresentadora, trata-se sobretudo de “uma revolução hormonal, física e emocional que nos acontece sem pedir licença e que, convenhamos, podia ter escolhido uma forma menos exuberante de se manifestar“.
Sem esconder as dificuldades e os desconfortos inerentes a esta transição biológica, Júlia Pinheiro detalhou alguns dos sintomas com que lida diariamente, confessando que “há noites mal dormidas, a memória tira férias sem aviso prévio, a impaciência apodera-se de nós“. Ainda assim, garantiu que esta fase “não nos anula“, tendo até a vantagem de conferir uma nova liberdade, uma vez que “tira-nos alguns filtros que autoimpusemos ao longo da vida“.
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A terminar o seu testemunho, a estrela da estação de Paço de Arcos deixou um forte apelo à partilha de experiências e à consciencialização feminina. “Falar de menopausa sem vergonha e sem tabus é caminho que juntas estamos a desbravar. Entrar na menopausa não é sair de cena é passar ao segundo ato. (…) menopausa é ser vocal e usar a maturidade para nos afirmarmos“, concluiu.
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