Luís Filipe Borges recorda início de carreira e revela novos projetos: “Os Açores nunca saem de nós”
Numa conversa com Júlio Magalhães, o escritor refletiu sobre os seus mais recentes projetos, incluindo a curta-metragem gravada no Pico e o sonho do cinema.
O programa Juca recebeu Luís Filipe Borges, humorista, escritor, apresentador e produtor açoriano.
Nascido em Angra do Heroísmo, o convidado esteve à conversa com Júlio Magalhães sobre a sua carreira na televisão, o amor pela escrita e a forte ligação às ilhas que marcam grande parte da sua obra.
A transição do curso de Direito para o ecrã aconteceu de forma inesperada. Luís Filipe Borges recordou os primórdios no programa A revolta dos pastéis de nata e, mais tarde, no 5 para a meia-noite. O apresentador explicou como uma crónica num jornal abriu as portas deste percurso: “Eu comecei por trocar o direito, por viver de ideias e de escrever, que era o meu sonho e algo que eu nunca deixei de fazer. E a televisão surge por causa da escrita”.
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A paixão por criar narrativas levou-o a projetos de ficção, como a recente série Sempre, que retrata histórias anónimas nas vésperas da revolução de abril. O autor destacou o entusiasmo com a obra: “Foi um projeto fantástico. Podemos inspirar-nos numa data de histórias, há uma data de heróis anónimos”.
No entanto, é aos Açores que o produtor regressa constantemente nas suas criações. O sucesso da série Mal-amanhados, a primeira produção açoriana a ser exibida na RTP1 ao fim de 37 anos, provou o interesse pelo arquipélago.
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O comediante garantiu que está a terminar a rodagem da segunda temporada, desta vez na companhia de António Raminhos, e confessou o peso das suas origens: “Os Açores nunca saem de nós. Eu sinto-me um absoluto privilegiado por ser desta terra”. O açoriano explicou ainda que a vivência num território de sismos e vulcões os torna mais resilientes e sôfregos para aproveitar o presente.
O seu projeto mais recente é a curta-metragem First date, já premiada dezenas de vezes em festivais internacionais.
O filme romântico foi rodado a 100% na ilha do Pico, que funciona quase como uma personagem principal da trama. A ambição seguinte passa pelas longas-metragens, revelando que tem um guião de uma dramédia pronto a gravar. Com o humor que o caracteriza, o argumentista fez o balanço da situação: “É o próximo sonho. O guião existe, só que preciso de 400 mil euros e neste momento só me faltam 387 mil”.