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Luta contra o terceiro cancro: Miguel Vieira atualiza estado de saúde após exame decisivo

"Descobri que afinal não sou o Super-Homem": O desabafo emotivo de Miguel Vieira na luta contra o cancro

Dois meses após retirar metade do pulmão esquerdo, o criador de moda partilhou o diagnóstico que obrigou a reajustar os tratamentos no IPO.

O estilista português Miguel Vieira partilhou uma atualização dolorosa e sincera sobre a sua batalha contra o terceiro cancro. Dois meses depois de ter sido submetido a uma cirurgia delicada para retirar um tumor maligno e metade do pulmão esquerdo, a persistência de dores intensas motivou a realização de novos exames médicos, que revelaram uma progressão da doença para a estrutura óssea.

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O criador de moda descreveu o impacto do diagnóstico recente nas suas plataformas sociais: “Foram quatro meses de uma incerteza sufocante desde o diagnóstico de cancro no pulmão esquerdo, e dois meses desde a cirurgia que me levou o tumor e metade do pulmão. Mas o pior… o pior era a dor diária, insuportável, um sofrimento que parecia não ter fim, nem resposta. Na semana passada, o exame PET trouxe a verdade. A notícia que me tirou o chão: as células cancerígenas na pleura (membrana que envolve os pulmões) tinham duplicado de dimensão e estavam alojadas nas minhas costelas, a corroer o osso. Era daí que vinha parte daquela dor horrível“.

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O choque inicial abalou o designer, que não escondeu a vulnerabilidade sentida perante o revés: “Acho-me sempre o Super-Homem mas descobri que afinal não sou“.

Contudo, a identificação exata do foco permitiu aos especialistas do Instituto Português de Oncologia avançar com um plano terapêutico renovado: “Finalmente sabíamos contra o que estávamos a lutar. Saber a origem da dor permitiu à equipa do IPO mudar o rumo do combate. Ajustarem o cocktail da quimioterapia e agendaram de urgência uma radioterapia para travar esta batalha osso a osso. O choro passou. A tristeza deu lugar à garra. Agora agarro-me com todas as forças ao que muito gosto de fazer“.

No meio da exigente rotina médica, Miguel Vieira encontra na moda o refúgio para manter a mente sã, focando-se no encerramento da Semana da Moda de Milão: “Fechar a semana da moda de Milão no calendário feminino é um marco histórico para Portugal, um sonho e uma responsabilidade gigante que carrego no peito com imenso orgulho. Criar tira-me a dor e ocupa-me a cabeça. Vivo numa montanha-russa de emoções. Sinto medo, sinto dor, mas sinto, acima de tudo, um amor avassalador. Olho em redor e vejo amigos dos quatro cantos do mundo, de todas as crenças e religiões, unidos numa só corrente de oração e carinho por mim“.

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Na reta final do testemunho, o estilista fez questão de demonstrar a sua gratidão aos profissionais de saúde e à rede de afetos que o tem amparado: “Que bênção profunda é perceber as pontes de afeto que construí ao longo da vida. À equipa extraordinária do IPO, aos meus amigos e à minha família, ao meu staff, o vosso abraço, o vosso cuidado e a vossa fé são a cura mais bonita. Vocês são, sem dúvida, a melhor medicação que existe. A luta é muito dura, mas o meu amor pela vida e pela minha arte é infinitamente maior. Seguimos juntos, com o coração“.

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