Margarida Maldonado Freitas: afinal, cometeu ou não uma gafe no Vaticano?
António Leal e Silva revela as duas gafes da Primeira-Dama no Vaticano...
Adriano Silva Martins conduziu na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, mais uma edição do ‘V+ Fama’, na V+ TVI, com um painel composto por António Leal e Silva, Pimpinha Jardim e Guilherme Castelo Branco.
A recente visita oficial do Presidente da República ao Vaticano, um momento que gerou forte comentário público, sobretudo em torno da imagem da Primeira-Dama, Margarida Maldonado Freitas, e das alegadas quebras de protocolo, foi o primeiro tema hoje no V+ Fama.
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António Leal e Silva abriu o debate com uma efusiva declaração de apreço pela Primeira-Dama. “Está muito bem, da forma correta: um vestido preto, com a mantilha na cabeça, tudo correto”, afirmou, descrevendo a indumentária escolhida para o encontro com o Santo Padre. O comentador confessou-se “cada vez mais encantado com esta senhora”, que o tem “surpreendido” pela sua conduta. “Parece-me uma mulher muito sensata, com muito bom senso e com elegância”, atirou, sublinhando a importância de figuras públicas que demonstrem estas qualidades. O Presidente da República também mereceu elogios pela sua apresentação, com um fato escuro e gravata sóbria, “lindamente” vestido e adequado à ocasião.
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Guilherme Castelo Branco corroborou a visão positiva, classificando a visita como uma “boa representação de Portugal”. Embora reconheça que as exigências protocolares são hoje menos rígidas, o comentador frisou que “fica bem quem está a representar seguir o protocolo, mesmo que seja uma coisa que hoje em dia nem toda a gente siga”. António Leal e Silva, contudo, fez questão de corrigir a terminologia: “Não é protocolo, querido, é educação e tradição”. Para ele, “uma senhora bem nascida, bem educada e com tradição é assim que se apresenta diante do Santo Padre”.
Guilherme Castelo Branco admitiu que “gostava de acreditar” na distinção, mas lembrou que “antigamente era protocolo elas irem assim, mesmo sem tradição. Hoje em dia é só tradição”. No final, ambos concordaram que o casal presidencial “estão os dois muito bem, representaram muito bem Portugal”. Guilherme Castelo Branco adiantou ainda que o Presidente da República convidou o Papa a visitar Portugal no próximo ano, um gesto que Adriano Silva Martins considerou natural, pois “muitos países com certeza lhe farão o convite”.
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Pimpinha Jardim juntou-se ao coro de elogios a Margarida Maldonado Freitas. “Até eu concordo com o António. A Primeira-Dama tem-nos surpreendido”, disse, com Adriano Silva Martins a recordar que “há 10 anos que não tínhamos Primeira-Dama”. Pimpinha destacou a importância de ter uma mulher a representar o país, e que Margarida Maldonado Freitas “tem-no feito da melhor maneira, sempre muito bem vestida, sempre dentro daquilo que manda o protocolo”. A apresentadora fez questão de sublinhar que, independentemente da modernização dos costumes, a Primeira-Dama “está sempre de acordo com aquilo que é pedido e que é pretendido”, merecendo uma “salva de palmas”.
No entanto, a viagem não escapou a controvérsias. Correu na internet a notícia de uma alegada gafe da Primeira-Dama, que teria surgido vestida de branco na Igreja de Santo António dos Portugueses. Adriano Silva Martins questionou António Leal e Silva sobre a pertinência desta crítica.
António Leal e Silva desvalorizou por completo a alegada gafe. “Aqui também não há gafe nenhuma, pelo contrário”, atirou. Explicou que, não estando diante de Sua Santidade o Papa, a escolha do branco era perfeitamente aceitável. “Ela está numa igreja, está elegantíssima. O próprio decote vai no tamanho que não é exagerado”, descreveu. Para o comentador, o branco é “uma cor sempre bonita, é uma cor pura, que representa a pureza”, e “fica sempre bem, é muito elegante, funciona bem”. O Presidente, por sua vez, optou por um fato azul ‘midnight’ com uma gravata mais clara, um conjunto que António Leal e Silva considerou harmonioso e adequado.
As verdadeiras gafes, na perspetiva de António Leal e Silva, foram outras duas. A primeira, que não teve grande visibilidade por ter sido captada em vídeo, ocorreu no cumprimento do Presidente da República ao Santo Padre. “Quando o Presidente da República chega diante de Sua Santidade, o cumprimenta como se estivesse não sei onde”, criticou. “Diante de Sua Santidade faz-se uma vénia e depois não se beija”. A segunda gafe envolveu a Primeira-Dama: “Ela, quando eles estão juntos, estão-se a benzer e ela não se benze”.
Este ponto gerou um debate aceso sobre a importância da etiqueta e da tradição. António Leal e Silva defendeu que “não podes ter dois pesos e duas medidas”, e que, independentemente de crenças pessoais ou de ser obrigatório, é uma “questão de educação”. Adriano Silva Martins discordou veementemente, mas Guilherme Castelo Branco interveio, compreendendo o ponto de António: “se eles já estão a tentar ser tradicionais e estão a seguir a regra da roupa mais tradicional, a postura deveria acompanhar”. António Leal e Silva reforçou a ideia de que “há regras na sociedade”, comparando a situação a cumprimentar um cardeal: “não posso chegar e dizer ‘está bom'”.