Marina Mota (em pleno tribunal) fragilizam acusação e versão de Susana da Silva contra António Pedro Cerdeira
A mais recente sessão em tribunal ficou marcada por descrições de descontrolo por parte da ex-namorada do ator. As testemunhas arroladas no processo garantem não ter visto agressões.
O julgamento de António Pedro Cerdeira, acusado do crime de violência doméstica agravada contra a ex-namorada Susana da Silva, prossegue no Tribunal de Sintra com novos desenvolvimentos.
De acordo com a TVI, que acompanhou as mais recentes sessões, a expressão que dominou os relatos das testemunhas indicadas pelo Ministério Público foi clara e unânime: “Não vi agressões”.
A atriz Marina Mota foi uma das principais figuras ouvidas em tribunal e começou por admitir a sua perplexidade com a convocatória, afirmando: “Não percebo porque estou aqui”. Amiga de longa data do ator, a artista explicou que Susana lhe foi apresentada como namorada e que a relação de ambas se resumiu a três ou quatro encontros em jantares de grupo. Sobre a dinâmica que presenciou, a atriz garantiu: “Vi sempre uma relação normal”.
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Ainda assim, Marina Mota recordou um episódio de tensão durante uma viagem de carro, explicando: “Fui no carro com eles e lembro-me de terem uma discussão, já no regresso a casa. Lembro-me do António dizer: ‘Susana estás bêbada, como sempre’. Não consigo lembrar-me de mais nada, mas essa frase ficou-me na memória. Tentei até dizer-lhes para terem calma, mas são coisas vagas na minha memória. Não era um monólogo, era uma discussão entre duas pessoas. Não conheço a Susana o suficiente para saber se bebia ou não com frequência. Não a vi a vomitar, cambalear, nada. Foi a única situação. De resto, vi sempre uma relação normal.”
O cenário guerras verbais, mas sem agressões físicas repetiu-se no testemunho de Ana Cristina Barros, que recordou um encontro do ex-casal na Tocha, em setembro de 2021. A testemunha revelou: “Vi que não tinham um relacionamento fantástico, mas não vi nada que possa ser relevante”. Apesar de não ter assistido a discussões ou violência, admitiu não se identificar com a forma como o ator falava com a companheira. Ana Cristina contou ainda que, já em Lisboa, recebeu uma mensagem de Susana a relatar que tinha sido agredida e que sofria abusos há anos. A consultora imobiliária estranhou a denúncia por não ter confiança com a queixosa e concluiu: “Nunca vi marca nenhuma”.
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Outro momento de destaque na sessão de julgamento incidiu sobre a noite em que António Pedro Cerdeira colocou as malas de Susana da Silva fora de casa. Odília Bento, que esteve presente num jantar com o ex-casal nessa mesma noite, relatou que a queixosa sussurrava ao ouvido do ator para o desestabilizar.
Alegadamente, Cerdeira acabou por abandonar o restaurante sozinho, deixando a namorada para trás, mantendo sempre a postura e retirando-lhe os copos de vinho da frente.
Odília acompanhou Susana a casa e o relato do que se seguiu foi de descontrolo total. A testemunha descreveu: “Quando chegámos, o António não estava e ela tinha as malas no jardim”. Perante a situação, a queixosa exaltou-se e Odília explicou: “Partiu os vidros para entrar. Ela estava fora de si. Nunca vi ninguém assim. Liguei ao António, que voltou e chamou a GNR. Ele não entrou em casa enquanto ela lá esteve. Entretanto a GNR chegou e conseguiu ficar com a Susana dentro do quarto deles. Nunca vi nenhuma agressão nem ofensa verbal. Este foi um episódio assustador, mas nunca vi nada de mal.” A testemunha recordou ainda que Susana resistiu e tentou agredir os agentes com pontapés e empurrões, enquanto o ator se manteve calmo a explicar a situação às autoridades.
Carlos Alexandre, outra testemunha do Ministério Público presente no fim de semana na Tocha, seguiu a mesma linha. Explicou que o consumo de álcool gerou uma discussão em que o tom de voz subiu, altura em que o ator pediu a Susana para não beber mais. A queixosa ter-lhe-á respondido que ele não tinha nada a ver com isso. O amigo garantiu: “Foram apenas palavras, não vi ninguém bater em ninguém”.
A audição fechou com um amigo de Susana da Silva, que confirmou o estado de embriaguez da queixosa após um jantar tenso. A testemunha descreveu um momento de irritação do arguido: “O António Pedro pegou na cara dela – não bateu, só segurou – e disse: ‘Estou farto disto. Estou cansado de ver-te assim'”. O amigo confessou que preferiu ir-se embora para não assistir à cena. Apesar de revelar que Susana se queixava de ser agredida e de uma vez lhe ter visto uma perna roxa, acabou por fragilizar a acusação ao admitir que a queixosa era uma pessoa que “fazia alguns filmes”.