O sofá do The Leite Show recebeu Toy para uma entrevista dominada pela habitual frontalidade do cantor.
Em conversa com Flávio Furtado, o artista abordou temas sensíveis da sua vida privada, desmentiu notícias falsas e partilhou a sua visão sobre as relações amorosas e a indústria musical.
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Confrontado com algumas manchetes polémicas da imprensa, Toy negou ter sido diagnosticado com qualquer vício em sexo, explicando com humor que um médico lhe garantiu que o seu elevado apetite é apenas uma questão genética.
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O artista desmentiu ainda ser o protagonista de um vídeo viral onde um homem embriagado sai de um elevador, notando que a pessoa nas imagens fala uma língua estrangeira. Apesar da fama associada ao consumo de álcool, garantiu que passa os meses de verão sem beber e confessou que o seu verdadeiro e pior vício é roer as unhas, um hábito que mantém desde a infância.
A visão do cantor sobre as relações amorosas ocupou grande parte da conversa. Toy defendeu a emancipação das mulheres e explicou que educa as filhas com a mesma liberdade que deu ao filho rapaz, incentivando-as a conhecerem várias pessoas antes de assumirem compromissos sérios. O casamento também foi alvo de reflexão, com o artista a destacar a importância fulcral da intimidade física para a estabilidade e longevidade de uma relação a dois.
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A exposição mediática trouxe, ao longo das décadas, vários dissabores ao cantor. Toy recordou o forte impacto de uma notícia falsa que lhe atribuía um filho ilegítimo após uma separação amorosa. O desgaste emocional provocado pela mentira e pelo escrutínio alheio foi de tal ordem que resultou num problema de saúde grave, levando-o a sofrer um acidente vascular cerebral na altura dos factos.
No plano profissional, o cantor lembrou os obstáculos que enfrentou no arranque da carreira, altura em que teve de provar o seu valor enquanto compositor e instrumentista num meio onde pontuavam várias invejas.
Num momento de descontração do jogo final, e questionado sobre artistas que têm sucesso sem grandes dotes vocais, Toy não hesitou em apontar o nome de Pedro Abrunhosa, reconhecendo o valor da obra, mas classificando o colega como um cantor de recursos curtos.