Nuno, terceiro classificado do ‘Big Brother Verão’, esteve esta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, no programa ‘Dois às 10’ para uma conversa com Cláudio Ramos.
O concorrente abriu o coração sobre a perda dos pais, a relação com a irmã e o amor pelos seus animais, revelando um lado mais pessoal para lá do jogo.
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Nuno tinha apenas 27 anos quando o pai morreu. A perda da mãe já tinha acontecido antes, deixando-o e à irmã sozinhos. Cláudio Ramos lembrou o impacto que esta ausência pode ter, especialmente na juventude, e o sentimento de desamparo que daí resulta.
“Quando alguma coisa corre mal na vida, nós temos sempre os nossos pais para ligar, temos com quem desabafar, aquele… há sempre uma casa, há sempre, sente-se ali um porto seguro”, contou Nuno a Cláudio Ramos, descrevendo a sensação de vazio. “Mas perdendo isso, só tenho mesmo a minha irmã, só dependemos um do outro. E lá está, é com a minha irmã com quem eu faço isso tudo.”
A ligação com a irmã tornou-se o pilar central da sua vida. Nuno admitiu que ambos puseram os próprios sentimentos de lado para cuidar um do outro. “Eu meti sempre os meus sentimentos de parte, porque eu queria que ela estivesse bem e ela fez o mesmo comigo”, confessou o ex-concorrente. Cláudio Ramos notou que, de certa forma, ela fez de mãe e ele de pai.
A irmã de Nuno, que o acompanhou durante a sua entrada no ‘Big Brother’, ficou surpreendida com a forma como ele se entregou na casa, nomeadamente na relação com Sara. “Sempre fui assim, desde pequenino”, garantiu Nuno. Nem quando se mudou para Inglaterra, longe dos pais, mostrava tristeza ou saudade. “Consegui meter os sentimentos de parte, não fiz o luto que precisei no momento, porque queria que a minha irmã estivesse bem.”
Cláudio Ramos questionou se é possível fazer o luto da morte dos pais. “Não sei porque eu nunca fiz”, atirou Nuno. Agora, o concorrente sente que o ‘Big Brother’ o ajudou a abrir-se. “Eu acho que o ‘Big Brother’ conseguiu-me ver que falar ajuda, ajuda imenso e está-me a ajudar imenso”, revelou, expressando o desejo de, finalmente, conseguir fazer esse luto.
Questionado sobre se os pais estariam orgulhosos da sua participação, Nuno não hesitou. “Sim, sim”, disse. A mãe, talvez mais reticente com a entrada, estaria hoje orgulhosa. “O meu pai eu acho que ia gostar imenso porque ele até via também um bocadinho dos realities”, lembrou, acrescentando: “acho que hoje podiam dizer que estariam orgulhosos de mim.”
Nuno contou que falava com os pais antes de dormir e beijava a tatuagem que os homenageia. “Todos os dias estão sempre no meu coração, estão sempre nos meus pensamentos”, afirmou. As decisões que toma hoje são guiadas pelo que eles diriam. “Tudo o que eu faço ou as decisões que eu tomo é sempre olhando para o que eles me iam dizer. Ou seja, eu penso sempre neles, se devia ou não fazer.”
Cláudio Ramos aproveitou para falar da paixão de Nuno pelas suas cadelas, Luna e Salsicha, um amor que marcou a ‘Curva da Vida’ do concorrente. “Trato-as mesmo como as minhas filhas”, explicou Nuno. “Quero dar sempre o melhor para elas em termos de biscoitos, ossos, quero que elas sejam felizes, quero levá-las à rua, à praia.”
A saudade dos animais foi uma das coisas que mais o afetou dentro da casa. “Ah, sim, sem dúvida”, garantiu. Nuno encontrava conforto num “cone de porcelana” que o lembrava das suas companheiras de quatro patas. “Porque o tamanho era da Salsicha, e depois eu olhava e fazia-me lembrar da Luna. É por isso que…”, completou.