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“O André Ventura alimenta-se do ódio”: Francisco Rodrigues dos Santos implacável com o líder do Chega

Afastado das lides partidárias ativas, o rosto da CNN analisou o mandato do Chefe de Estado e foi perentório ao classificar o discurso de André Ventura como um perigo para a saúde democrática.

Longe das pressões da liderança partidária, Francisco Rodrigues dos Santos encontrou no comentário político uma nova plataforma para expor a sua visão do país.

Em entrevista ao “The Leite Show”, conduzido por Flávio Furtado, o ex-presidente do CDS-PP fez um raio-X assertivo à atualidade nacional, não poupando nas críticas à forma como André Ventura tem conduzido a direita portuguesa, marcando uma linha vermelha inultrapassável entre os seus valores e os do líder do Chega.

Quando confrontado com uma afirmação dura sobre a desqualificação do presidente do Chega, Francisco validou a premissa de forma imediata. “É totalmente verdade, na minha opinião. E porquê? Porque o André Ventura tem uma visão simplista, populista, radical e maniqueísta da vida em sociedade. Em que procura surfar o ódio, criar tensões sociais e fraturas”, disparou. Para o comentador, o sucesso deste discurso resulta do silêncio de outros atores políticos perante os reais problemas do país. “O André Ventura não tem feito bem à nossa saúde democrática. […] Tem uma forma que tem tornado o debate político parasitado pela imbecilidade, pela agressividade, pela intolerância. O André Ventura não diz nada que eu pense.”

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A mudança do eixo político fez com que Francisco se reveja hoje mais ao centro do que numa direita encostada aos extremos. “Noto que há uma trajetória de rampa deslizante, uma deslocação do eixo político muito para uma direita das direitas com a qual eu não me identifico, que tem pautado a sua gramática cada vez mais por assuntos económicos, estatísticos, de crescimento, e menos por uma linguagem que diga respeito aos grandes flagelos sociais”, lamentou.

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Se no lado direito encontrou motivos para críticas ferozes, em Marcelo Rebelo de Sousa o ex-líder do CDS encontrou um porto seguro de moderação. “Para mim foi um bom presidente. Sobretudo porque era uma pessoa extremamente empática. Conseguiu ter um papel apaziguador e conciliador numa altura em que o país estava muito marcado, tinha muitas nódoas negras, estava dorido por um período da Troika”, elogiou, embora lhe aponte uma ligeira “incontinência verbal”. O grande destaque, contudo, foi o pilar humanista: “Marcelo Rebelo de Sousa, para mim, que sou um democrata-cristão, um centrista, vejo nele algo que para mim é lapidar. É o homem que nunca falhou em matérias civilizacionais.”

Sobre o seu futuro mediático, Francisco assume-se atualmente como “um político na reserva”, garantindo que a sua presença no painel de comentadores da CNN ao lado de Pedro Costa e André Carvalho Ramos não é motivada por razões financeiras, nem tão pouco um trampolim calculado para o regresso. “Estou no comentário político atualmente porque me faz feliz, porque me realiza. […] Se me perguntas se eu gostava de ganhar mais, claro, mas acho que toda a gente gostava de ganhar. […] Mas a realização e o prazer que me dá poder contribuir para a vida do meu país sob aquela forma, entendes? Portanto, não é pelo dinheiro que eu o faço.”

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