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O desabafo sincero de Cláudio Ramos: “Em casos como este, o tamanho importa”

Partilhando as suas reflexões nas redes sociais, o apresentador falou da pureza da chuva, da beleza do preto e da sua paixão por saladas de verão com arroz lavado.

Cláudio Ramos abriu a terça-feira, 25 de agosto de 2026, com uma partilha sincera nas redes sociais, onde a honestidade foi o fio condutor das suas reflexões.

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O apresentador do ‘Dois às 10’ começou por confessar: “De todas as coisas do mundo o que mais gosto é da honestidade”. Depois, divagou sobre a chuva, descrevendo-a como um elemento puro: “Noto na chuva um rasgo de honestidade. Quando chega mostra-se como é, pode até fazer estragos mas não fará por mal. É a chuva a ser chuva que, depois de chegar, deixa aquele cheiro valioso na terra só comparado a café com torradas acabadas de fazer e barradas em manteiga.”

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A partilha deu uma volta inesperada para o tema da alimentação. Cláudio Ramos admitiu: “Vou ser honesto com vocês, este fim de semana não comi o meu tradicional pote de gelado. Troquei por doces e para matar desejo comi um daqueles mini que nem deviam existir, de tão pequenos que são não satisfazem coisa nenhuma.” E logo a seguir, com um toque de humor, atirou: “Sejamos honestos, em casos como este, o tamanho importa.”

O sol antes da chuva levou-o a vestir calções — “sunga nunca mais”, garantiu — e a exibir-se, sentindo-se “bonito de preto, a preto e branco e no elevador vestido de preto com o saco branco do lixo”. Embora aprecie as rotinas, lembrou que “gosto de cor”, exemplificando com uma gravura na sala e uma caixa de fruta. “Com uns fiz um sumo, com outros fiz uma salada. No verão faço muitas saladas, onde não falta o arroz lavado, mesmo que só lhe misture salmão e ovo. Honestamente sou de misturas, basta olhar para as bebidas da minha mesa de trabalho nas manhãs”, detalhou.

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A conversa mudou de rumo. Cláudio Ramos voltou à honestidade para falar de cinema: “Mudando de assunto e sendo honestos, uma boa atriz faz um filme, mesmo que ele não seja genial como é o caso desta rua de Carmem Maura, por outro lado há casos onde tudo é bom.” E revelou ter visto ‘Amor’ na RTP2, um filme que considerou “tudo bom, menos a dor da passagem do tempo”.

O envelhecimento também entrou na equação: “Por falar em tempo, aos 80 anos já se deve ter tido tempo e espaço para fintar a vida umas quantas vezes, sendo que as minhas estafas do ginásio não têm esse tempo todo mas estão pela hora da morte. Honestamente, tenho-as usado bastante. Dão-me força a que me falta para fazer desaparecer estes fios enrolados uns nos outros e pendurados por ali. Honestamente, era capaz de pagar para desaparecerem”, desabafou.

Para fechar o desabafo, o apresentador antecipou a chegada do sol após a chuva, mas com uma nota de melancolia. “Entretanto, o cheiro da terra molhada desaparece da mesma maneira que passou o tempo onde comia torradas barradas com manteiga. Tudo passa”, concluiu.

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