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Proximidade de Boris e Vanessa é “pior” que com Joana, dizem comentadores do ‘BB Verão’

A entrada da ex-concorrente no programa 'BB Verão' reacendeu a polémica sobre a proximidade de Boris com Vanessa, gerando um aceso debate no 'Extra' de 24 de agosto.

A entrada de Joana na casa do ‘Big Brother’ durante 24 horas, na noite de 24 de agosto, agitou o ‘Extra do BB Verão’, centrando o debate na controvérsia da proximidade entre Vanessa e Boris.

Joana, antiga concorrente e próxima de Boris, não escondeu o seu objetivo: “não esconde, ainda bem, que o objetivo principal dela é precisamente que este assunto venha à baila, que seja exposto e que seja reposta a justiça por comparação àquilo que aconteceu entre ela e o Boris”, explicou a apresentadora Marta Cardoso.

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Inês Simões, comentadora do programa, analisou a intenção de Joana: “a Joana acaba por se sentir injustiçada pela sua expulsão, e quando sai cá para fora percebe que isto era um tema que estava no público, não é?”. Contudo, a analista criticou a abordagem da ex-concorrente. Joana, segundo Inês Simões, entrou com um “pressuposto errado de puxar isto para ela”, focando-se no pessoal: “aconteceu isto comigo, fizeram isto comigo, agora quero, aqui a nível de comparação, agora quero que façam o mesmo com a Vanessa e novamente com o Boris”.

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Marta Cardoso lançou a questão se a proximidade atual entre Vanessa e Boris seria equivalente à que existiu entre Joana e Boris. “É pior”, atiraram Inês Simões e Cândido Pereira, sem rodeios. Isabel Figueira corroborou: “Para mim é pior”.

Isabel Figueira aprofundou, classificando a situação como “pior das proximidades para um homem que é casado. Família cá fora e uma filha, estão as duas proximidades absolutamente erradas”. Para a comentadora, “este género de comportamentos, no meu ver, na minha educação, nos meus limites, não são admissíveis”. Ela até questionou se Boris gostaria de ver a mulher ou “a filha casada com filhos cá fora com o mesmo comportamento que tem, seja na conchinha, seja a mexer onde for”. Isabel Figueira lamentou que, apesar de se começar a criticar o homem, “é sempre a mulher que fica mal vista” perante o público. “Se para a mulher do Boris isto é à vontade e está tudo certo, eu pessoalmente como mulher não gosto de ver”, disse.

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A discussão virou-se para a inércia dos colegas dentro da casa. Marta Cardoso sublinhou que a proximidade entre Joana e Boris “não foi posta em causa” internamente, a não ser por um avião. “Dentro da casa ninguém questionou, ninguém apontou, ninguém fez coisa nenhuma em relação à Joana e ao Boris”, afirmou, traçando um paralelo: “O mesmo está a acontecer com a Vanessa e com o Boris”. A apresentadora interrogou se Joana, ao perceber a opinião pública, não quis que o mesmo escrutínio se aplicasse agora a Vanessa e Boris.

Cândido Pereira reconheceu o sentido na observação de Marta Cardoso, admitindo que “ainda houve um bocadinho de escrutínio dentro da casa quando eles são confrontados com imagens”. No entanto, criticou a falta de posicionamento dos colegas: “nunca se posicionaram, nunca comentaram, nunca houve nada. Isto também tem a ver com a inércia de muitos deles em não criarem uma narrativa, não criarem conteúdo”.

Inês Simões tinha outra teoria. “Eu acho que os colegas não se querem posicionar porque se trata do Boris, ponto”, atirou, categoricamente. “É só isso”, confirmou Isabel Figueira. Inês Simões explicou que “o Boris faz um belíssimo jogo inteiro, acaba por expulsando uma aqui, outra ali, e vai-se mantendo dentro da casa”. Por ser um jogador forte, “o grupo acaba por ter aqui um grande respeito, não digo medo, nem digo intimidação, mas tem aqui realmente um grande respeito”, concluiu.

Marta Cardoso trouxe à baila um precedente: a intervenção de Tatiana sobre Vanessa e Boris, semanas antes, que resultou em “toda a gente caiu em cima da Tatiana”. “Até que ponto é que isto não terá gerado algum receio nos restantes colegas de terem eventualmente reparado alguma coisa na Vanessa e no Boris, mas terem medo de falar, com medo que lhes acontecesse o mesmo que aconteceu à Tatiana?”, questionou a apresentadora.

Cândido Pereira concordou que o receio existe, mas acrescentou que os concorrentes se calam em temas “sensíveis”, como o racismo ou o preconceito (referindo-se ao caso de Tatiana com João Ventura), para evitar reações negativas no exterior. Ele argumentou que, ao contrário de temas como a relação entre Sara e Nuno, a questão de Boris, um homem casado, é vista como delicada. “Não querem ter uma opinião que seja machista”, explicou Cândido Pereira, numa sociedade que “ainda é machista”. “A Joana sabe que pagou fatura por isso”, lembrou, sugerindo que Vanessa “podia olhar um bocadinho para aquilo que aconteceu, fazer uma leitura e perceber: será que eu estou no caminho certo?”.

O painel foi unânime em condenar as ações de Boris. “E o Boris não devia fazer uma análise?”, inquiriu Inês Simões. Cândido Pereira foi incisivo: “O Boris claro que tem que fazer uma análise. O Boris está totalmente errado”.

Isabel Figueira criticou a forma como Boris reage às confrontações, preferindo a ameaça de desistir a “tentar compreender que algumas atitudes dele dentro de um programa se tem uma perceção cá fora”.

Marta Cardoso encerrou o debate com uma reflexão: “O Boris tem o direito de fazer o que ele entender. A família tem o direito de aceitar o que bem entender. Todos nós, o público e quem assiste àquilo que acontece nesse programa, tem o direito a interpretar e a ter a opinião que tem sobre aquilo que está a ver”. E, citando Renata, atirou: “não vamos confundir a beira da estrada com a estrada da beira”.

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