Na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, o estúdio do ‘Dois às 10’ recebeu Raquel, a 10ª concorrente a ser expulsa do ‘Big Brother Verão’ no domingo, 23 de agosto de 2026.
Cláudio Ramos não escondeu a sua perplexidade em relação à personalidade da algarvia, admitindo que, mesmo depois da sua saída, continua sem a conseguir decifrar.
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“Tu hoje sais daqui e eu não te consigo conhecer, eu não consigo perceber quem és, Raquel”, atirou Cláudio Ramos, sem rodeios. O apresentador explicou que a sua perceção da concorrente foi mudando ao longo do programa, deixando-o com a sensação de que Raquel tinha “muitas camadas” e que não se mostrava por completo.
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A conversa no programa da TVI começou com a exibição do vídeo de casting da jovem de 29 anos. Raquel, responsável por eventos e grupos num restaurante algarvio, revelava na altura o seu objetivo: “Vou para o ‘Big Brother’ para ganhar, para me ajudar a minha vida e das pessoas que me rodeiam”. A emoção tomou conta de Raquel ao rever-se, e as lágrimas surgiram. “Aquela Raquel sinto que não foi mostrada. E era a pessoa que eu ia lá para dentro pensar que ia estar à mostra”, confessou, com a voz embargada.
No seu vídeo de apresentação, Raquel detalhou uma fase da sua vida em que se anulava pelos outros: “Há uns anos atrás, eu não existia, só me preocupava com as outras pessoas e só atraía pessoas com problemas muito maus. Anulava-me para salvar essas pessoas. Achava que eu tinha esse poder em mim. Hoje em dia já não”.
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A ex-concorrente partilhou ainda o seu desejo de ser mãe, embora tenha adiado os planos iniciais. Se antes queria ser mãe jovem, agora projeta a maternidade para os 33 ou 35 anos, com a intenção de se dedicar totalmente à criança, através de homeschooling. “O bebé é para estar com a família e é para estar com a mãe e este sistema como está faz com que as crianças adoeçam. Tem de haver pai da criança, sim, mas ainda não encontrei o pai”, explicou no casting, delineando o seu homem ideal: “Quero um homem inteligente e emocional, que tenha ambições, tenha um negócio próprio”.
Raquel também se descreveu como uma “pinga-amor” que se atrai “por facilidade”, mas que se afasta quando percebe problemas. “Nós não podemos ter relações sexuais com qualquer pessoa, é uma troca energética e o nosso corpo é um templo”, afirmou, antes de se assumir como vaidosa: “Não sou arrogante, mas obviamente que gosto de me sentir bonita e gosto de cultivar o belo. Então sim, acho que sou vaidosa e gosto de ser”.
De regresso à conversa em direto, Cláudio Ramos voltou à carga, questionando a postura de Raquel na casa. A concorrente admitiu que a colega Tatiana a alertou para o seu silêncio: “Eu sei que o facto também de estar — e quem me disse isso muitas vezes foi a Tatiana, disse: porque tu estás calada, vais-te embora e vais sair a perder”. Cláudio Ramos quis saber se não se arrependia de não ter falado mais.
Cristina Ferreira abordou o impacto da sua participação na família. “Ai, coitadinhos! Eu acho que sim, mas eles, pelo menos a mim, aparentam-se bem. Eu acho que eles não querem que eu fique mais desnorteada do que…”, disse Raquel, revelando que está a “processar tudo a medo” e que prefere “nem ver” as polémicas que a envolveram fora da casa.
O apresentador continuou a sua análise, confessando a dificuldade em “ler” Raquel, que atribuiu ou à sua “incompetência” ou a uma “capa de defesa” da concorrente. Cláudio Ramos esperava uma confissão sobre Nuno, com quem Raquel teve uma relação complexa dentro da casa. “Eu estava à espera que tu chegasses aqui e me dissesse assim, eu apaixonei-me pelo Nuno, ou eu gostei muito do Nuno. Ele não aceitou a relação comigo e eu, pá, na sua habilidade tive que me virar do avesso. Era o que eu sentia”, partilhou.
Raquel refutou a ideia de ter uma capa. “Mas eu não estou aqui com uma capa, eu estou aqui despida. E se calhar sou eu que sou diferente do padrão. E existem pessoas também como eu, com outra história. Não preciso só de encaixar nas histórias gerais só porque são as que são mais normais”, justificou. A ex-concorrente explicou que o seu interesse em psicologia a torna “um bocado diferente”, por ler “muito sobre psicologia, sobre esses processos todos”.
Questionada sobre uma eventual relação com Nuno na casa, Raquel foi assertiva: “A Raquel com 22 anos ou 21 anos, talvez. A Raquel com 29, não, porque eu sei qual é que eu quero para a minha vida. E se eu estivesse a fazer, eu estaria a perder o meu tempo”. Distinguiu ainda atração de paixão: “Para a paixão haver temos de ter expectativas. Eu não tinha expectativas perante a pessoa dele porque eu ainda não o conhecia. E eu conseguia ler a pessoa dele, daí as minhas perguntas. Queria lê-lo primeiro antes de criar algumas expectativas”.
Cristina Ferreira fechou a conversa com uma analogia que resumiu o dilema: “Tu quiseste ler o livro todo e ele só tinha duas páginas para te mostrar? Duas páginas, apenas. É o que é”.