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O “para-raios” Mourinho e a alegada mentira de Rui Costa e não esquecer o milagre do Qarabag

Nuno Farinha analisa na CNN como a derrota com o Qarabag permitiu a Rui Costa usar Mourinho como "para-raios" nas eleições do Benfica contra Noronha Lopes.

O comentador Nuno Farinha, num espaço de análise na CNN, dissecou a recente atualidade eleitoral do Sport Lisboa e Benfica, centrando o debate na figura de José Mourinho.

Para Farinha, é “indiscutível” que o José Mourinho serviu de “trunfo eleitoral” para Rui Costa, tendo sido usado estrategicamente como um “para-raios” para desviar as atenções e críticas da atual direção.

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Abordou ainda a polémica entre Rui Costa e Noronha Lopes, considerando que Rui Costa esteve “mal” ao acusar o opositor de algo que este não disse, e que o candidato da oposição deveria ter sido mais incisivo na sua defesa, “Isso é indiscutível, que é um trunfo eleitoral, e é indiscutível também que o objetivo do Rui Costa era também ser que Mourinho passasse a ser aquilo que Bagão Félix disse há dois dias numa entrevista televisiva, um para-raios. Isso é óbvio que é. O João Daniel Lopes não o pode dizer, ou não o entende assim. Ele ontem acabou por dizer, por negar uma coisa, que o Rui Costa estava a acusá-lo, e mal, e o Rui Costa estava a mentir, ou estava enganado, eventualmente, e o João Daniel Lopes devia ter sido até, na minha opinião, mais afirmativo na negação daquilo que o Rui Costa lhe estava a apontar. De facto, nunca o João Daniel Lopes disse que Mourinho era um trunfo eleitoral. Mas é, o João Daniel Lopes entende que não, mas eu entendo que sim, o Diogo entende que sim, muitas outras pessoas pronunciaram-se nesse sentido, inclusivamente Bagão Félix entendeu que Mourinho servia como um para-raios para o Rui Costa. Eu estou completamente de acordo, completamente de acordo.”

Nuno Farinha identifica o momento-chave que permitiu a Rui Costa avançar com este cenário: a derrota em casa com o Qarabag. O comentador defende que, sem esse resultado “humilhante”, Rui Costa não teria justificação para despedir Bruno Lage, que, segundo o próprio presidente, “cumpriu todos os objetivos” da época (Liga dos Campeões e Supertaça).

O comentador ainda vê ê a derrota com o Qarabag como a “melhor coisa” que podia ter acontecido a Rui Costa neste contexto eleitoral, permitindo-lhe aproveitar a “primeira oportunidade” para demitir Lage, “Para Rui Costa, a melhor coisa que aconteceu neste cenário eleitoral, para cumprir esse objetivo de poder trazer o José Mourinho, que, entretanto ficou disponível, mas há aqui uma série de coincidências também inacreditáveis, a melhor coisa que aconteceu ao Benfica, eventualmente o Rui Costa vai um dia ter de enviar um cartão para lá a agradecer, o que aconteceu foi o Carabaque. O Carabaque eventualmente salvou a eleição de Rui Costa, ou a reeleição de Rui Costa, porque se o Benfica não tivesse perdido no Carabaque, não sabemos o que seguiria no calendário, eventualmente perderia frente ao Chelsea, eventualmente perderia em Newcastle, mas não era por aí que se ia despedir o Bruno Lage, quer dizer, ninguém despede um treinador do Benfica por perder contra o Chelsea, ou contra o Newcastle, a Inglaterra ainda por cima, agora, por perder contra o Carabaque, mesmo sendo a primeira, em casa, mesmo sendo apenas a primeira derrota da época, aí já abre a porta, já abre a porta ao destino, e eu acho que os adeptos de alguma forma compreendem que se deixe cair um treinador que sofreu uma derrota humilhante, como aquela que o Benfica sofreu nessa noite.”

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