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Paulo Salvador abandona canal Conta Lá devido a salários em atraso

O projeto televisivo liderado por Sérgio Figueiredo e Maurício Ribeiro soma dívidas que rondam os dois milhões de euros.

O jornal 24 horas, através de um artigo assinado pelo jornalista Manuel Catarino, revelou que o canal Conta Lá enfrenta uma grave crise financeira, marcada por uma acumulação insustentável de dívidas.

Perante a falta de liquidez da estação, Paulo Salvador, que era um dos principais rostos do projeto, já abandonou a empresa televisiva devido à ausência de pagamento do seu vencimento.

O reconhecido comunicador era a alma de uma grande aposta da estação, que consistia numa operação de informação e descoberta pelos trinta e cinco concelhos atravessados pela Estrada Nacional 2, desde Chaves até Faro. No entanto, de acordo com as fontes citadas pelo jornal, o jornalista “não recebeu nem um cêntimo” durante os meses em que deu a cara pelo ecrã, juntando-se assim a uma longa lista de credores da empresa detida por Maurício Ribeiro e Sérgio Figueiredo.

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A publicação avança que o Conta Lá acumulou dívidas a rondar os dois milhões de euros em apenas meio ano de existência. Entre os principais credores destacam-se a Ibertelco, que forneceu equipamentos técnicos e regista um valor em falta de quatrocentos e cinquenta mil euros, e a GMTS, empresa de meios técnicos da SIC, que reclama cerca de trezentos mil euros relativos à cobertura das últimas eleições autárquicas de outubro.

Os problemas financeiros estendem-se aos colaboradores da casa, existindo relatos de profissionais que não recebem os respetivos salários há quatro meses. A situação gerou momentos de forte tensão num plenário recente, onde Sérgio Figueiredo, presidente do conselho de administração e sócio minoritário, terá reagido com agressividade perante as legítimas reclamações laborais dos trabalhadores.

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Além dos ordenados, também as rendas das instalações ficaram por liquidar. A dupla de administradores optou por abandonar o armazém que ocupava na zona de Porto Brandão antes da execução de uma ação de despejo por parte dos proprietários. O mesmo cenário repetiu-se na cidade do Porto, onde deixaram os escritórios localizados no edifício Arena, a sede da Liga Portugal, novamente por incumprimento reiterado no pagamento mensal.

Em total contraste com o clima de aflição que a empresa atravessa e o desespero dos trabalhadores afetados, Sérgio Figueiredo partilhou recentemente nas suas redes sociais uma fotografia a desfrutar de uma viagem pelas nuvens das montanhas dos Himalaias.

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