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Portugal frente ao Chile atinge quase dois milhões de espectadores na RTP1. Saiba tudo

Os noticiários da SIC e da TVI sofreram perdas significativas face ao domínio da partida de preparação para o Mundial 2026.

O jogo de preparação para o Mundial 2026 entre Portugal e o Chile, transmitido pela RTP1 neste sábado, dia 6 de junho de 2026, alterou por completo a morfologia do consumo televisivo nacional.

A análise dos dados revela não apenas uma vitória da estação pública, mas um autêntico esvaziamento da audiência dos canais comerciais durante a faixa de final de tarde e o início do horário nobre.

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Em termos médios globais, a emissão do encontro, que decorreu entre as 18h36 e as 20h49, fixou-se nos 18,3% de rating e nuns avassaladores 45,7% de share. Este valor significa que, durante mais de duas horas, quase metade de todos os televisores ligados em território nacional estavam sintonizados na RTP1, garantindo à estação uma média fidelizada de um milhão e 817 mil espectadores. A disparidade para a concorrência assume contornos estruturais, visto que a televisão pública conseguiu quadruplicar a soma das audiências da SIC e da TVI no mesmo período horário.

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A curva de audiências demonstra o clássico comportamento de um evento desportivo de interesse nacional, apresentando uma linha ascendente e uma elevada capacidade de retenção de público. Nos espaços de antevisão, perto das 18h27, a RTP1 captava 4,8% de rating e 14,9% de share, mas com o apito inicial, por volta das 18h37, o valor saltou imediatamente para a casa dos 6,6% de rating.

O crescimento manteve-se constante ao longo de toda a primeira parte do desafio. Quando o árbitro assinalou o intervalo, perto das 19h40, a emissão já tocava nos 17,6% de rating e 43,1% de share. Um dado que espelha o magnetismo do evento é a retenção de espectadores durante o habitual espaço publicitário de intervalo, onde entre as 19h41 e as 19h51, o rating médio recuou apenas ligeiramente para os 16,3%, mantendo um share fortíssimo de 40,5%.

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A segunda metade do desafio ditou uma escalada contínua, culminando no clímax de audiência nos minutos finais. Perto das 20h48, no limite da partida, a RTP1 bateu o seu pico absoluto com 20,1% de rating e 44,9% de share, momento em que praticamente dois milhões de portugueses, correspondentes a cerca de 1.995.100 espectadores, acompanhavam o fecho do encontro e o apito final.

O impacto deste massivo volume de público na RTP1 gerou danos colaterais profundos no planeamento estratégico da SIC e da TVI, que viram os seus principais serviços noticiosos começarem exatamente quando o jogo atingia o seu zénite.

A SIC, que preencheu a tarde com o especial “Revista à Moda do Porto” a marcar 2,9% de rating e 8,6% de share, arrancou o “Jornal da Noite” às 19h55 sob o forte sufoco da segunda parte do jogo. No período de concorrência direta com a partida desportiva, o noticiário da estação de Paço de Arcos marcou uns invulgares 4,8% de rating e 11,0% de share.

O cenário na TVI revelou-se ainda mais crítico neste intervalo horário. O espaço “Momento Certo” assegurou 3,9% de rating e 11,6% de share, entregando a emissão ao “Jornal Nacional” pelas 19h54.

A principal montra de informação da estação de Queluz de Baixo não foi além da terceira escolha do público neste confronto televisivo, marcando 3,8% de rating e uns parcos 8,6% de share, o que se traduziu na atenção de apenas 372 mil espectadores em média.

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