Príncipe Harry impedido de ficar no Palácio de Buckingham: um convite que durou 15 minutos
A visita do duque a Londres para os Invictus Games fica marcada por uma polémica de segurança e um caso judicial de alto perfil.

O Príncipe Harry não pernoitará no Palácio de Buckingham durante a sua visita a Londres. A notícia surge após uma reviravolta que, em poucos minutos, desfez a ilusão de uma reaproximação entre o duque de Sussex e a família real.
A manhã começou com a informação de que Harry, outrora apelidado de “filho rebelde”, tinha aceitado um convite para ficar com os seus familiares na residência oficial da Coroa. Após anos de fricção, com alegações de que um irmão teria feito fugas de informação à imprensa contra o outro, parecia que uma nova fase de relativa paz se anunciava.
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A ilusão desfez-se em cerca de 15 minutos. A bomba que a fez estilhaçar foi o anúncio de que o Palácio, independentemente do que o porta-voz do Duque de Sussex tinha dito, o informara de que, afinal, não seria bem-vindo para lá ficar.
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A decisão de retirar o convite terá sido tomada em consulta com o Rei, que, segundo se sabe, terá falado em privado com o filho e o desfecho foi depois comunicado através dos canais apropriados.
Harry esperava ficar uma noite na residência oficial do pai durante a sua estadia em Londres. O duque também tem compromissos em Birmingham, cumprindo uma série de ações de caridade que incluem a promoção dos Invictus Games.
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A preparação para esta viagem ficou ensombrada por uma disputa com o governo britânico sobre a sua segurança. O porta-voz do duque adiantou no domingo que a Duquesa de Sussex e os filhos do casal não o acompanhariam na capital, mas poderiam fazê-lo mais tarde, quando ele visitasse as West Midlands.
A PA Media adiantou que o duque e a sua família tinham sido inicialmente convidados a ficar no Palácio, mas que ele recusara a oferta no sábado. Contudo, do lado do Palácio, a leitura é que Harry fez uma inversão de marcha mais tarde nesse dia, perguntando se poderia ficar sozinho apenas uma noite. A equipa de Harry, por seu lado, disse que “um conjunto demorado de arranjos de segurança precisava de ser tratado”, o que justificaria o atraso na aceitação.
Até então, porém, os oficiais do Palácio terão considerado que já era tarde para organizar a equipa. Embora o Palácio tenha alegado que todos os esforços foram feitos para facilitar a estadia do duque, a sua posição era que a cortesia comum exigia um nível mínimo de aviso prévio aos funcionários que garantem o funcionamento de uma residência real. Ainda assim, foi assegurado que tal alojamento seria disponibilizado ao duque e à sua família no futuro.
Mas se tudo isto já parecia uma confusão pouco edificante, o que realmente irritou a equipa de Harry foi a sugestão de que o convite tinha sido retirado por receio de que o Rei ficasse numa posição embaraçosa quando um juiz do Tribunal Superior proferisse o acórdão num caso que envolve o seu filho mais novo, na terça-feira.
Segundo se sabe, o Palácio e Harry terão trabalhado em conjunto para organizar os complexos arranjos, e um acordo parecia estar à vista. Por isso, o porta-voz de Harry lamentou que fosse “dececionante que a oferta tenha sido agora retirada”, em parte devido ao iminente acórdão, quando os oficiais tinham “tido conhecimento [do assunto] desde a passada quinta-feira”. Acrescentou que estavam “mistificados com o momento da decisão de retirar a oferta, se essas preocupações estavam no seu cerne”.
O caso do Tribunal Superior, movido por Harry e outros contra a Associated Newspapers Limited (ANL), editora do Daily Mail, centra-se em alegações de recolha ilegal de informações. Estas incluem escutas telefónicas, interceção de mensagens de voz e obtenção de informações por engano — prática conhecida como “blagging” —, levadas a cabo por investigadores privados, jornalistas *freelancers* e funcionários da ANL.
A empresa negou as acusações, garantindo ter “estabelecido uma defesa completa a todas as partes das alegações no mérito” e acrescentando que os casos foram apresentados “demasiado tarde”.
Não se sabe quando, ou mesmo se, Harry verá o pai durante a sua visita. O Rei tem uma agenda preenchida esta semana, enquanto o filho cumpre cinco dias de aparições em Inglaterra, incluindo a celebração da contagem decrescente de um ano para os Invictus Games de 2027.
Não foi tomada qualquer decisão sobre se a família de Harry se juntará a ele nas outras partes da visita ao Reino Unido fora da capital. Tinha sido noticiado que ele queria levá-los a Althorp, em Northamptonshire, para ver o último local de descanso da sua mãe, Diana, Princesa de Gales, bem como reunir os filhos com o avô, o Rei, que continua em tratamento contra o cancro, pela primeira vez em quatro anos.