Ricardo Martins Pereira considera acusação a Fábio Paim “um bocadinho estranha”
O antigo futebolista nega o crime em Faro e desabafa através de Léo Caeiro
Fábio Paim enfrenta uma acusação do Ministério Público pela alegada prática dos crimes de violação, violação de domicílio e dano.
O caso, avançado inicialmente pelo Jornal de Notícias, envolve uma estudante universitária com cerca de 20 anos e terá ocorrido na madrugada de 20 de abril de 2023, num apartamento em Faro. O tema dominou a tertúlia social do programa ‘Olá, Bom Dia’, da CMTV, esta terça-feira, 27 de outubro, com novas informações trazidas por quem falou diretamente com o visado.
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Léo Caeiro explicou o teor do despacho que coloca o antigo futebolista e ex-concorrente do ‘Big Brother Verão’ no centro das atenções judiciais: “O Ministério Público deduziu uma acusação por três crimes: violação, violação de domicílio e dano. Isto é um caso que remonta ao ano 2023 e através de provas periciais, por questões de ADN, o Fábio Paim encontra-se no local do crime.”
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A complexidade das provas motivou uma intervenção imediata de Ricardo Martins Pereira, que apontou algumas reservas quanto aos detalhes conhecidos: “É uma história que está um bocadinho mal contada, mesmo a própria versão que está na acusação é um bocadinho estranha. Acredito que também não tenha sido possível apurar todos os factos, é por isso que o caso vai para tribunal e vai ser para ser escrutinado e para as provas serem escrutinadas.”
O comentador deteve-se na presença de material genético recolhido durante as diligências: “Foi encontrado um registo de ADN do Fábio Paim nas roupas da pessoa que o acusa de violação. A minha questão é como é que aquilo foi parar lá, ou seja, se o Fábio Paim, ao que parece, nem conheceria a pessoa, ou argumentará que não conheceria a pessoa, como é que foram lá parar vestígios de ADN.” Ricardo Martins Pereira lembrou ainda que “as investigações demoram muito tempo”, justificando o compasso de espera até à dedução da acusação.
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Léo Caeiro detalhou depois os contornos relatados no processo, citando dados já tornados públicos: “O Fábio Paim já tinha sido interrogado pela Judiciária e entretanto não tinham deduzido uma acusação. Deduziram agora a acusação onde ele dia 18 de novembro será presente a tribunal. As conclusões da investigação apontam que o arguido arrombou a entrada do edifício e acedeu depois a um apartamento habitado apenas por estudantes universitários. Ao despertar com ruído, a vítima deparou-se que o indivíduo procurava entrar numas divisões da casa. Diz-se depois que o crime foi consumado com os gritos e esta vítima a suplicar para que tudo isto parasse de acontecer. Este arguido acabou por fugir.”
Segundo o comentador, os vestígios biológicos foram decisivos para as autoridades: “É através deste ADN que conseguem chegar até ao Fábio Paim.” Na noite anterior à emissão, o antigo jogador recorreu às redes sociais com uma mensagem curta: “acusação não é condenação.”
Ana Barbosa interveio na conversa para salientar a importância de separar uma fase processual do veredicto final: “Uma coisa é a pessoa estar a acusar alguém, não está a ser condenado. Até ser condenado, vamos ver agora como é que se vai passar a partir de 18 de novembro. Isto faz muita confusão, porque uns dizem uma coisa, outros dizem outra.”
A comentadora lembrou outros episódios do passado do ex-atleta: “Em 2015, quando jogava na Lituânia, foi acusado também de violar uma mulher. Depois acabou por não se comprovar nada. Agora há esta situação, também já esteve preso por tráfico de droga. Claro que a pessoa já pode ter sido julgada antes, não significa que agora vá ter que continuar a cometer crimes uns atrás dos outros.” Ana Barbosa expressou ainda a sua perplexidade perante o cenário descrito pela acusação: “O que é que o leva a fazer isto? Quem vê caras não vê corações e não sabe exatamente o que é que as pessoas possam fazer.”
Nos instantes finais do espaço de comentário, Léo Caeiro deu conta do contacto telefónico que manteve com Fábio Paim após a notícia se tornar pública: “Tive a oportunidade de ligar ao Fábio Paim para perceber qual era a reação, para perceber como é que ele estava. O Fábio está muito fragilizado. Sendo ele meu amigo ou fosse outra pessoa qualquer, meu familiar, a palavra violação é uma palavra muito forte. Todos nós somos completamente contra todas estas situações. O Fábio disse-me a mim que não correspondia à verdade esta acusação, não conhece a pessoa em questão e que vai provar isso nas instâncias próprias, mas ele estava muito abalado.”
Ricardo Martins Pereira interveio para recordar as regras processuais: “Ele não tem que provar nada. Têm é que provar que ele é culpado.”
Léo Caeiro rematou a conversa sublinhando o peso de um processo deste calibre: “Embora haja a presunção de inocência, isto vai ser escrutinado ao máximo.”