Robbie Williams atua em Portugal com novo diagnóstico: autismo soma-se a PHDA e vícios
O músico, que sobe ao palco do Meo Kalorama a 28 de agosto de 2026, revelou o diagnóstico na apresentação da sua marca de roupa.
Robbie Williams, que já vivia com um diagnóstico de PHDA, revelou agora que tem autismo.
A novidade surgiu em Londres, durante o lançamento da coleção outono/inverno da sua marca de roupa Hopeium, na loja Flannels, segundo avançou o Daily Mail.
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O cantor não escondeu que vê o diagnóstico como uma libertação: “É o meu passe para sair da prisão”, atirou com o seu humor característico.
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Admitiu ter “um pouco de autismo”, algo que, na verdade, aprecia. “Tenho PHDA [Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção] e acabei de descobrir que também tenho um pouco de autismo, o que adoro, na verdade, porque explica muita coisa”, disse. A condição, explicou, justifica as “coisas estranhas” que por vezes diz: “Agora é o meu passe para sair da prisão. E para todas as coisas estranhas que possa dizer, posso simplesmente acrescentar: «desculpem, sou autista».”
“Com o PHDA tu concentras-te numa coisa a 1000%, mas não consegues fazê-lo com tudo o resto. Perguntem aos meus filhos”, lembrou.
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Williams confessou que ainda lida com “pensamentos intrusivos”. Para os combater, aprendeu a “treinar o seu cérebro para ser criativo”, uma forma de bloquear ideias que o poderiam “entrar em pânico ou ter medo”.
“O que me apaixona completamente é criar imagens e inventar coisas engraçadas. Quando estou a criar imagens e coisas engraçadas, não penso em mim, porque o meu cérebro é incrivelmente criativo e consegue ser criativo em relação a tudo aquilo que te causa pânico ou medo”, explicou. Para ilustrar a dimensão destes pensamentos, partilhou um episódio recente: “Para terem uma ideia de como sou louco, recentemente, estava sentado num avião e pensei «e se eu puder ter telecinesia e os meus pensamentos intrusivos dissessem ao avião para se despenhar?». É esse o tipo de loucura com que estou a lidar. É melhor treinar o meu cérebro a fazer algo melhor do que preocupar-me com ter poderes sobrenaturais e despenhar um avião.”
Além destes desafios neurológicos, Robbie Williams, conhecido por êxitos como ‘Angels’, tem um longo historial de luta contra vários vícios, como o álcool, desde o início da sua fama nos anos 90, com passagens por clínicas de reabilitação. O músico, que atua no festival Meo Kalorama em Portugal a 28 de agosto de 2026, continua a dar que falar pela sua honestidade.
A revelação de Robbie Williams surge num momento em que o tema do autismo já deu que falar em Portugal, na sequência de uma polémica que envolveu Joana Marques e a atriz Mafalda Matos.
Joana Marques levou para o seu programa ‘Extremamente Desagradável’, na Rádio Renascença, vídeos onde Mafalda Matos falava da sua condição de autista. A reação da atriz foi imediata e emotiva: em lágrimas, Mafalda Matos acusou a humorista de a humilhar.
O episódio gerou grande debate nas redes sociais. Dias depois, Joana Marques abordou o assunto no podcast ‘O que fazer quando tudo arde’, do Público. Explicou que não tem por hábito responder a polémicas “porque senão era um trabalho sem fim”, mas quis esclarecer a sua intenção.
A sátira, garantiu Joana Marques, visava o facto de Mafalda Matos se autodefinir “autista, como se fosse a sua única característica”. A humorista tentou que os ouvintes percebessem que “nunca houve ali um gozo com o autismo”, independentemente de gostarem ou não do que foi dito. “Acho que é uma interpretação demasiado literal e é um problema com que me confronto várias vezes”, admitiu, acrescentando que “é muito fácil reduzir isto a «gozou com o autismo» e a esta ideia de que é proibido”.