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Rui Santos sem rodeios: Cristiano Ronaldo quer “atirar o Jorge Jesus pela janela” da seleção nacional

O comentador desportivo no 'Jornal Nacional' da TVI, reforça que o treinador, com quatro vitórias em outros tantos jogos, não abdicará do seu princípio fundamental de liderança.

Rui Santos não tem dúvidas: o comunicado que Cristiano Ronaldo divulgou na tarde de 6 de outubro de 2026, a abordar a polémica em torno da seleção nacional, não visa uma aproximação.

Pelo contrário, o comentador do ‘Jornal Nacional’, que Sandra Felgueiras apresentou, vê na missiva um convite direto a Jorge Jesus para abandonar o cargo de selecionador.

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Sandra Felgueiras questionou se o regresso de Ronaldo, para uma saída em glória como a de Lionel Messi na madrugada de 6 de outubro de 2026, não seria inevitável. Rui Santos foi perentório: “Não, não acho. Eu acho que este comunicado é um convite ao Jorge Jesus para sair da seleção.” Explicou que, em vez de ser uma ponte entre as partes, o texto de Ronaldo procura “tentar atirar o Jorge Jesus pela janela”. O comentador lembrou a sua análise aquando da contratação de Jesus por quatro anos: “Se fizerem alguma coisa que ponha em causa a autoridade do Jorge Jesus, ele sai ao fim de 4 meses.”

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A apresentadora contrapôs, apontando a impossibilidade de tal cenário, dado que Jorge Jesus somava quatro vitórias em outros tantos jogos. Rui Santos reconheceu a complexidade, mas manteve a sua leitura: “Eu próprio disse, em termos de análise, que achava que havia aqui uma tentativa de levar o Jorge Jesus ao limite para que ele tomasse, ele próprio, a posição de se demitir.” Contudo, admitiu que, neste momento, “é muito difícil que isso venha a acontecer.”

Sandra Felgueiras argumentou que a análise de Rui Santos era demasiado “preto e branco”, ignorando a possibilidade de uma “Cimeira da Paz” que envolveria figuras como Pedro Proença “a exercer o seu ministério de influência”, e Bruno Fernandes, este último já em contacto com Ronaldo. Rui Santos, com a sua experiência de “50 anos de profissão relacionada com o futebol”, lembrou o seu histórico: “O que eu adorava é que se criassem as condições para o Cristiano Ronaldo regressar à seleção, ter a sua despedida em grande e em glória. Defendi isso para o Campeonato do Mundo, como tu sabes. E, portanto, essa é a minha posição.”

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Contudo, o comentador não acredita que o comunicado de Ronaldo resolva a situação. “No plano meramente da liderança de um treinador que eu conheço há muitos anos, desde que ele começou a treinar no Amora, eu não estou a ver que ele abdique do princípio fundamental, que é naturalmente deixar de gerir a seleção como quer”, atirou Rui Santos. Sublinhou que a equipa, após quatro jogos, “joga futebol” e se mostra “absolutamente competitiva” e “compatível com aquilo que é o valor de cada jogador”.
Rui Santos fez questão de separar os intervenientes: “Cristiano Ronaldo, sim. Cristiano Ronaldo, lenda. Cristiano Ronaldo merece todo o apreço dos portugueses. Não obstante, Jorge Jesus, grande treinador, grande líder.” Admitiu que “os dois tiveram os seus excessos”: “O Cristiano Ronaldo já confessou os seus excessos. O Jorge Jesus foi confessante também os seus excessos.” No entanto, a forma como o comunicado foi feito “não ajuda nada, absolutamente nada”, concluiu, deixando no ar a expectativa pela reação dos jogadores.

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