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Rute Sousa desafia jornalistas portugueses após ida a Gaza: “Genocídio é mentira”

A 'influenciadora' fundamenta defesa de Israel com dados demográficos da Palestina

Em direto no canal NOW, a criadora de conteúdos explicou que a visita teve uma base académica e rejeitou as acusações de branqueamento do conflito.

A criadora de conteúdos Rute Sousa esteve presente no «Jornal à Hora de Almoço» do canal NOW, conduzido pela jornalista Marisa Caetano Antunes, para responder à polémica desencadeada pela deslocação de um grupo de influenciadores portugueses a Israel.

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A viagem, denunciada por Kiko is Hot como uma ação de propaganda financiada pelo Estado israelita, tem dominado a atualidade mediática e as redes sociais.

No arranque da entrevista, a influenciadora fez questão de destacar a liberdade concedida pelo canal da Medialivre, comparando-a com a recente experiência na SIC. “Gostaria de agradecer o convite por parte do NOW. Foi bom saber que vocês não são como outros meios de comunicação social, que me fizeram uma entrevista de 20 minutos e emitiram 9 segundos. Portanto, obrigada desde já a esta casa por nos disponibilizar este espaço e por nos deixar vir a repor a verdade“, frisou.

Apoiada na sua formação em Ciência Política e nos estudos sobre terrorismo, Rute Sousa defendeu a legitimidade da sua deslocação e rejeitou as teses de manipulação. “Quando dizem que isto é uma operação de branqueamento, se o é, então o Estado de Israel precisa urgentemente de um novo gabinete de comunicação, porque se é uma operação de branqueamento e não há uma cartilha para aquilo que nós devemos dizer, torna-se meio estranho“, ironizou a convidada, sublinhando que as despesas assumidas pelas autoridades abrangeram apenas os voos e as refeições principais.

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Durante a conversa, Rute Sousa contestou a narrativa de que o governo de Israel está a promover um massacre na Faixa de Gaza. “Se Israel quisesse fazer um genocídio em Gaza, já o teria feito. Sabe porquê? Porque Israel controlou o Irão (…) em 40 dias. Portanto, com a Faixa de Gaza, se Israel quisesse fazer um genocídio, fazia em 8 horas“, argumentou a ‘investigadora’, acrescentando dados que considerou contraditórios com essa tese: “O Gabinete de Estatística da Palestina emitiu um relatório em 2025 (…) a dizer que nasceram 100 mil bebés desde a guerra. Num genocídio não nascem 100 mil bebés“.

Um dos momentos mais tensos da entrevista ocorreu quando Marisa Caetano Antunes questionou a disparidade de tratamento entre criadores de conteúdos e repórteres profissionais no acesso ao terreno.

Rute Sousa garantiu que “não há uma barreira para os jornalistas” e revelou a existência de profissionais de comunicação no mesmo túnel do Hamas que visitou em Gaza. Face às dificuldades relatadas por profissionais do próprio canal NOW, a influenciadora lançou um desafio em direto: “O jornalista do NOW que não consegue lá entrar, eu peço, por favor, que entre em contacto comigo (…) que eu faço questão que ele vá ao mesmo túnel que eu fui. Eu trato do assunto“.

O impacto da exposição pública também foi alvo de análise na reta final da emissão, com Rute Sousa a revelar o lado mais negro das reações. “Já recebi ameaças de morte, ameaças de violação em grupo“, confessou a influenciadora.

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Na sua ótica, o escrutínio sobre a viagem espelha os problemas nacionais e não a realidade do Médio Oriente. “A polémica que se está a passar não é sobre o Estado de Israel, é sobre o estado da podridão desta sociedade, é sobre as narrativas capturadas dos meios de comunicação social em Portugal, é sobre o antissemitismo europeu que nós achávamos que tinha acabado“, concluiu a criadora de conteúdos digitais.

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