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Catarina Miranda acusa colegas do Big Brother All Stars de tentarem queimar a sua imagem

Em conversa com Maria Botelho Moniz, a jovem ribatejana defendeu a sua amizade com Carlos Sousa e apontou o dedo a Francisco Monteiro e Miguel Vicente.

No Especial do Big Brother All Stars de hoje, Catarina Miranda esteve no confessionário com Maria Botelho Moniz, onde assistiu a um bloco de imagens dos colegas a falarem de si nas costas.

Questionada diretamente pela apresentadora sobre se as lágrimas derramadas numa dinâmica anterior escondiam algum sentimento amoroso por Carlos Sousa, a concorrente de Almeirim respondeu com um redondo “Não” e explicou o desgaste provocado pelas insinuações do grupo: “Afetou-me porque eu estou a ser constantemente atacada pelos colegas aqui da casa pelas ligações que eu crio, e o Francisco tem muita mania de insinuar que eu preciso de homem para jogar aqui na casa, o que não corresponde à realidade. Porque antes de o Carlos aqui chegar, eu já jogava sozinha e continuo a jogar sozinha.”

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A jovem ribatejana elogiou o empresário da Maia, destacando que é uma pessoa que a respeita e com quem consegue ter uma conversa normal, ao contrário do resto da casa, garantindo que assumiria sem rodeios caso sentisse algo mais: “Eu gosto de estar com o Carlos, gosto de estar perto do Carlos. Isso não quer dizer que eu queira ter alguma coisa com o Carlos. Aliás, eu já me apaixonei num programa, a Maria era quem apresentava. E quando me perguntou: ‘Está apaixonada pelo Afonso?’, eu disse logo sim. Eu não tive qualquer tipo de problema em dizer que sim. Eu não tenho interesse nenhum pelo Carlos.”

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Catarina Miranda queixou-se de seguida da dualidade de critérios dentro da casa relativamente às brincadeiras entre colegas, dando como exemplo a proximidade entre Francisco Monteiro e Jéssica Gomes: “Imagine se eu agora virar-me para o Francisco e disser assim: ‘Ah, tu tens um interesse pela Jéssica, por isso é que andas sempre aos risinhos com ela’. Vai cair aqui o Carmo e a Trindade porque ele tem uma pessoa lá fora e porque sou eu a dizer. É um filme e eu tenho que aceitar tudo o que eles me dizem de bom grado. Eu já fui taxada aqui de muita coisa nesta casa e tenho que aceitar porque sou eu, porque se fosse eu a dizer a outra pessoa qualquer, eu era um monstro e era assassinada em praça pública.”

Confrontada por Maria Botelho Moniz sobre o facto de o grupo a tentar colocar no papel de má da fita e de a culparem por ter deixado Helena Isabel e Carlos Sousa expostos às nomeações, a concorrente explicou que os dois amigos têm conversas leves consigo longe do “corte e costura”, mas que já demonstraram cansaço no jogo. Quanto à decisão de usar o seu voto para atingir Francisco Monteiro, justificou a jogada com frieza estratégica: “Eu, sempre que jogo aqui com o coração, só me ando a lixar. A verdade é essa, só me andam a dar facadas à torta e à direita. Pensei, sim, em mim, no que eu estava aqui a fazer. Eu nomeei o Francisco porque não queria que o Francisco fosse líder, porque se ele fosse líder iria ter direito à imunidade.”

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Reconhecendo o favoritismo do adversário nortenho, a jovem acrescentou que pretende desgastá-lo financeiramente e emocionalmente na competição: “Nomeei o Francisco porque é um principal candidato à vitória, eu tenho plena consciência disso. Eu já fui apoiante do Francisco, sei o dinheiro que é colocado. E se eu puder fazer com que ele gaste cada vez mais para sair do quarto… Ele ficou chateadíssimo por ter sido nomeado, fez logo um filme, disse-me logo a mim: ‘Tu sem o manto, sem a tua liderança, tu não vales nada’.” Catarina Miranda garantiu ainda que manteria o voto em Francisco Monteiro, Miguel Vicente ou Luís Gonçalves mesmo sabendo que Helena Isabel também ficaria em risco, porque prefere estar picada com o treinador de padel para que este lhe diga tudo o que traz entalado.

Instada a comentar as palavras de Rúben Boa Nova nas imagens, onde o nortenho afirmava que a mania da superioridade a faz perder muitas vezes, a concorrente não poupou na ironia e criticou a postura do colega na atividade da tarde: “Não sabia que o Rúben tinha esta opinião. Temos uma coisa em comum, é que ele também já foi segundo lugar. Portanto, acho que isso nem lhe fica bem dizer a ele. Ainda bem que eu vi estas imagens porque eu andava entalada. Hoje nós tivemos o ponto de interrogação e o Rúben, sendo uma pessoa próxima de mim, nunca falei mal dele, nunca lhe fiz nada, muito pelo contrário, está sempre perto de mim, vai para o ponto de interrogação e começa a insinuar: ‘Tu que te achas uma grande jogadora, como é que deixas os teus dois amigos irem lá parar à chapa?’ Quando nós vamos olhar para o fim de semana e a Helena tem mais votações que muitos partidos em Portugal quando há eleições. E o Carlos foi nomeado diretamente.”

Mesmo depois de a apresentadora recordar que Rúben Boa Nova a escolheu na dinâmica do dado como a pessoa em quem mais confiava, Catarina Miranda assumiu uma desconfiança total face ao elenco: “Eu não consigo acreditar em ninguém aqui na casa. Eu lamento imenso, é a primeira casa onde eu estou em que não consigo acreditar em ninguém. Eu sinto-me completamente claustrofóbica, eu tenho medo de dar a minha opinião, às vezes mesmo sincera, porque eu sinto que se for eu a dar vai cair o mundo inteiro. Eu na minha primeira casa escondia comida, fazia coisas divertidas, coisas que mexiam com a casa. Eu já não faço nada disso porque sinto que vou ser completamente assassinada aí fora e aqui dentro.”

A concorrente recusou envolver Sandrina Pratas ou Sónia Jesus nas suas habituais partidas e mostrou-se desiludida com a postura desta última e de Renata Reis: “Ainda por cima hoje a Sónia foi para o ponto de interrogação também e foi dar a entender que eu queria passar má imagem para o Miguel, quando é o Miguel que anda constantemente na provocação comigo e a meter-se em assuntos que não são dele porque quer contracena. A Sónia como mulher hoje infelizmente envergonhou-me imenso. A Renata igual, num assunto que não era delas.”

Na reta final da conversa no confessionário, Catarina Miranda denunciou uma tentativa deliberada dos rivais para a prejudicarem profissionalmente fora da casa da Malveira: “Eu quero fazer televisão da minha vida e eu sinto que eles estão a tentar queimar a minha imagem constantemente com insinuações. Eles sim fazem insinuações sobre a minha pessoa que são graves, porque eu já fui taxada aqui de muita coisa, de leviana, principalmente pelo Miguel e pelo Francisco. Eu não sou uma mulher leviana.”

Explicando a Maria Botelho Moniz o motivo pelo qual se mantém muito mais contida nesta edição, a ribatejana apontou para a desigualdade de género na avaliação do público: “O meu problema já não é o cair, o problema é que eu depois disto vou trabalhar em televisão e eu não quero a minha imagem queimada por causa de um período de tempo em que eu não me consegui controlar. Portanto, eu estou extremamente controlada. Se fosse no meu primeiro Big Brother, a Sónia não sei se não estava a chorar todos os dias, a Sandrina igual, mas eu prefiro deixá-las estar. Agora, o problema entre mim, o Miguel e o Francisco é só um: é que eu sou mulher e eles são homens. Portanto, o que eu faço vai ser sempre mais condenável do que eles. E já vimos isso em vários reality shows. Portanto, eu prefiro salvaguardar-me.”

Por fim, depois de a apresentadora a aconselhar a não deixar apagar o seu lado divertido, Catarina Miranda lamentou que a presença de Miguel Vicente ou de Luís Gonçalves nas conversas sirva para deturpar tudo o que diz, mas rematou com uma revelação sobre o seu futuro após o término do programa: “Eu tenho consciência que há muitas crianças, muita gente a ver-nos, e eu tenho cuidado com isso. E eu não vou prejudicar o meu caminho, por muito que eles queiram, por uma coisa que vai acabar dia 1. E graças a Deus, depois de dia 1, eu já tenho trabalho em televisão. Eles não sabem, mas também não vão saber, porque vão continuar a tentar fazer o trabalho deles, que é queimar-me.”

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