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António Simões atira farpas a Cristiano Ronaldo: “Por que é que o Cristiano tem de ter um tratamento especial?”

O antigo internacional português questiona o estatuto do capitão na equipa das quinas...

A relação de Cristiano Ronaldo com a Seleção Nacional e o selecionador Jorge Jesus voltou a dar que falar. Desta vez, foi António Simões quem atirou as primeiras pedras, questionando abertamente se o estatuto do capitão ainda representa uma mais-valia para a equipa das quinas.

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Aos 82 anos, o antigo internacional português e figura histórica do Benfica não poupou nas palavras. Num evento do movimento de benfiquistas UNUM, Simões criticou a gestão em torno do avançado, sublinhando que nenhum jogador deve estar acima das decisões técnicas.

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“Por que é que o Cristiano tem de ter um tratamento especial?”, perguntou.

Para António Simões, ser uma estrela mundial não confere imunidade desportiva, nem justifica exigências desmedidas sobre as opções do selecionador. O histórico jogador lembrou que a equipa demonstrou capacidade de resposta e continuou a vencer mesmo quando Ronaldo foi gerido ou poupado.

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“Se ele quer jogar, não é nenhum crime. Agora, ele também tem de perceber que pode não jogar tudo o que ele quer”, apontou o antigo internacional.

O antigo futebolista questionou o tratamento de exceção dado ao avançado, recordando o seu próprio passado formativo: “Eu aprendi e cresci a respeitar os meus colegas mais velhos e o treinador. Por que é que o Cristiano tem de ter um tratamento especial?”.

Ao debruçar-se sobre o mediatismo e a pressão gerada em torno de Cristiano Ronaldo, António Simões puxou dos galões da sua vasta experiência nos relvados, lembrando os balneários que partilhou com algumas das maiores lendas da história do futebol mundial.

“Eu joguei com um rei chamado Eusébio. Eu tive convivência com um rei chamado Pelé, Maradona e companhia. Nunca vi uma coisa destas à volta de um rei”, atirou, sublinhando que o foco individual tem ultrapassado, por vezes, os interesses coletivos da seleção nacional.

Para ultrapassar o atual diferendo com Jorge Jesus, o antigo jogador defende uma solução baseada no diálogo e no civismo, sugerindo que um pedido mútuo de desculpas daria um exemplo marcante ao país.

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