Os regulamentos da federação internacional proíbem manifestações de teor político, religioso ou pessoal no decorrer das competições oficiais.
A seleção de futebol da Argentina enfrenta a possibilidade de sofrer sanções disciplinares por parte da Fifa pois, em causa está o facto de os jogadores terem exibido uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas“) durante os festejos da vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo.
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Os argentinos venceram a seleção inglesa por 2-1, na passada quarta-feira, 15 de julho de 2026, em Atlanta, garantindo a presença na final do torneio e, logo após o apito final, o grupo de atletas levou para o relvado a mensagem sobre as Ilhas Malvinas, um arquipélago sob administração britânica que é alvo de uma longa disputa de soberania entre a Argentina e o Reino Unido.
O ato deverá ser analisado pela comissão disciplinar da Fifa por violar as diretrizes que proíbem de forma estrita mensagens de caráter político, religioso ou pessoal em equipamentos, faixas ou outros materiais exibidos no decorrer dos jogos. A federação internacional ainda não confirmou a abertura de um processo de inquérito, aguardando a receção dos relatórios oficiais da equipa de arbitragem e dos delegados ao jogo antes de anunciar qualquer decisão.
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Esta não é a primeira vez que a Associação do Futebol Argentino lida com este cenário pois, em 2014, a entidade foi multada em 30 mil francos suíços depois de os seus atletas terem apresentado uma faixa idêntica antes de um encontro de preparação.
¡Las Malvinas son Argentinas! 🇦🇷 Prohibieron llevarlas a la cancha y se olvidaron que las llevamos en la sangre y el corazón. pic.twitter.com/qB455HeqVX
— Victoria Villarruel (@VickyVillarruel) July 15, 2026
Noutros contextos, a Fifa tem mantido uma linha dura face a símbolos ideológicos: no Mundial de 2022, a organização chegou a vetar o segundo equipamento da seleção da Bélgica devido à inscrição da palavra “Love” (“Amor”) na gola da camisola.
Curiosamente, na antevisão do confronto com a Inglaterra, o selecionador argentino Lionel Scaloni tinha expressado o desejo de afastar o foco das tensões históricas que remontam ao conflito armado de 1982. “A realidade é que este é um jogo de futebol. Não posso misturar as coisas, especialmente por respeito ao que aconteceu tantos anos atrás“, declarou na altura o técnico.
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