Aos 42 anos, a comunicadora partilha os bastidores da sua rotina física, o impacto mental do kickboxing e deixa conselhos para quem quer começar.
Andreia Rodrigues, aos 42 anos, aborda o tema do exercício, saúde e bem-estar com uma calma que só quem já se libertou da busca pela perfeição consegue. A apresentadora, que concilia a televisão com a maternidade, a família e uma agenda sempre preenchida, descobriu na consistência a chave para se sentir forte, equilibrada e à vontade na sua própria pele.
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Longe de treinar apenas pela imagem refletida no espelho, a comunicadora foca-se na mulher que ambiciona ser a longo prazo.
Ao ser questionada sobre as fórmulas para manter uma forma física notável, Andreia Rodrigues rejeitou caminhos fáceis. “Não me basear em segredos. Mas sim naquilo que sabemos que nos leva mais longe: a consistência“, atirou. “Treinamos porquê?! Para quê?”, perguntou, admitindo que, embora a imagem tenha impacto na autoestima, hoje “estar em forma vai muito além das questões estéticas“.
A apresentadora revelou que, tal como muitas mulheres, passou “muito tempo” a “procurar o defeito seguinte”, mas que a maturidade lhe trouxe outra perspetiva. “Procuro a minha melhor versão, sim, gosto de me olhar ao espelho e sentir-me bem mas acima de tudo quero sentir-me forte, gosto dessa sensação e quero chegar aos 50, aos 60, e por aí em diante, com saúde, com força e com energia para aproveitar a vida ao máximo, em cada etapa“, sublinhou. Por essa razão, aliou o kickboxing a treinos de força e flexibilidade, numa rotina que encara como um investimento para as próximas décadas.
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Gerir o tempo entre os ecrãs e a vida familiar exige planeamento rigoroso. “Se eu esperar que sobre tempo, nunca acontece”, garantiu, explicando que agenda as suas sessões físicas como se fossem reuniões de trabalho incontornáveis. “Faço alguma coisa, se for só 30 minutos é melhor que nada“, referiu, optando por treinar em casa ou correr ao ar livre quando não consegue ir ao ginásio.
A relação com o corpo nem sempre foi pacífica, tendo sentido pressões externas na juventude, inclusive num sentido oposto ao habitual. “Para ter peso a mais e cheguei a sofrer com isso, porque ouvi palavras menos simpáticas“, recordou. No entanto, o passar dos anos e a maternidade trouxeram-lhe maior tranquilidade. “Sinto-me muito mais livre porque percebi que o meu valor não aumenta nem diminui consoante o número que vejo na balança ou aquilo que leio nas redes sociais. (…) O corpo é meu e a forma como eu me sinto nele é o que importa“, desabafou, assegurando que rejeita viver sob padrões alheios.
O desporto tornou-se um pilar do seu bem-estar mental, com efeitos imediatos no quotidiano. “Mesmo nos dias mais difíceis preciso de algum momento de movimento, nem que seja uma corrida ou um treino mais curto. (…) Sente-se imediatamente no meu humor, na minha energia e até na forma como lido com os desafios do dia“, detalhou, apontando a disciplina pós-40 anos como a base para o equilíbrio, onde o descanso também é prioritário: “O descanso faz parte da disciplina“.
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Se pudesse aconselhar a sua versão mais jovem, a apresentadora destacaria o impacto do kickboxing na sua saúde mental. “Gostaria de ter sabido que o kickboxing é uma modalidade incrível. (…) Levou-me para outro nível, é uma meditação ativa para mim, mas a verdade é que no tatami eu desafio-me, supero-me e sinto-me mais forte“, descreveu. A par disso, sublinhou a importância da autoaceitação: “Ninguém ganha uma guerra contra o próprio corpo. (…) Quando começamos a cuidar dele com respeito, ele responde-nos de uma forma extraordinária“.
Para as mulheres que pretendem iniciar este percurso, Andreia Rodrigues deixou um alerta realista sobre a procrastinação. “Não esperes pelo momento perfeito. Não esperes sentir-te motivada“, aconselhou, lembrando que a vida continuará cheia de imprevistos e cansaço.
A comunicadora recordou que, há quatro anos, começou por treinar apenas duas vezes por semana sem falhar. “Assumi um compromisso de treinar só duas vezes por semana, mas não podia falhar. Eram só duas horas em sete dias“, explicou. Atualmente, o seu compromisso permite-lhe realizar entre quatro a seis treinos semanais. “Aprendi que as grandes transformações raramente começam com decisões gigantes, mas sim com pequenas escolhas repetidas durante muito tempo“, concluiu, deixando um conselho final: “Não cuides do teu corpo porque não gostas do que vês ou porque o comparas com outro corpo; cuida dele porque é o único lugar onde vais viver toda a tua vida“.
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