A “blindagem” contratual imposta pelo grupo de comunicação é apontada como o principal entrave a uma explicação cabal sobre a saída.
A insistência de Rui Oliveira em abordar a sua saída da CMTV através de declarações públicas, sem contudo clarificar os contornos do comunicado que o associou a uma situação de agressão, mereceu reparos por parte de Liliana Campos. Na emissão do «Passadeira Vermelha», a apresentadora defendeu que o silêncio parcial do empresário acaba por alimentar teorias que prejudicam a sua própria imagem.
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Liliana Campos sublinhou que a existência de cláusulas de confidencialidade rígidas na estação da Medialivre limita a margem de manobra do visado, mas criticou a decisão de conceder entrevistas nestas condições. “O Rui provavelmente está muito blindado pelo contrato que tem com a CMTV. Sabemos disso de outras situações em que a CMTV blinda muito bem as pessoas que são as suas funcionárias. Provavelmente não pode falar, mas aquilo que eu disse aqui ontem foi: se não pode falar, então que não fale com meias palavras. Porque estar a dar uma entrevista para voltar a levantar esta situação toda e voltar-nos a colocar a todos a especular?“, questionou a apresentadora do formato da SIC Caras.
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Filipa Torrinha concordou com a análise e lamentou que o ponto fulcral da discórdia continue por justificar. “Acho que não sou a única, que o Rui tem comentado tudo isto de uma maneira bastante leve e bastante não dirigida ao ponto principal“, apontou a comentadora.
Para a psicóloga, a insistência do apresentador em culpar “fontes” desvia as atenções do verdadeiro problema: “Não são fontes. Ou seja, o CMTV, na pessoa de Carlos Rodrigues, está a agir de uma maneira completamente irresponsável e leviana ao dizer que há uma vítima quando não apurou os factos (…) ou então, de facto, estas pessoas estão aqui a dizer coisas que não correspondem à realidade“.
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