O debate no programa da SIC Caras centrou-se na contradição entre o desmentido dos envolvidos e a posição formal assumida pela direção do canal.
As recentes declarações de Teresa Guilherme no videocast ‘The Leite Show’, conduzido por Flávio Furtado, trouxeram novamente a público a polémica rutura profissional entre Rui Oliveira e a CMTV. A antiga apresentadora desvalorizou as alegações de que o empresário teria trancado Luciana Abreu num camarim, classificando o cenário como “fofoca” e “mentira”. O assunto foi analisado no programa «Passadeira Vermelha», onde as comentadoras questionaram a leveza com que a situação tem sido abordada.
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Liliana Campos confrontou as palavras de Teresa Guilherme com os factos conhecidos do público, nomeadamente a reação oficial da estrutura do canal do grupo Medialivre. “Nós ontem trouxemos aqui a entrevista que o Rui deu à TV 7 Dias e onde o Rui afirmava que era incapaz de agredir alguém ou trancar alguém ou qualquer situação. (…) Mas nós não nos podemos esquecer de uma coisa, que foi o comunicado que saiu da CMTV, em que o canal diz que tinha que se colocar do lado da vítima. Quando vão ao ponto de falar de uma vítima, é porque há uma agressão, quer física, quer verbal, não é?“, questionou Teresa Guilherme.
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A comentadora Filipa Torrinha subscreveu a gravidade do documento emitido na altura por Carlos Rodrigues, diretor do canal, rejeitando a tese de que o caso assente apenas em boatos de bastidores.
“Isto foi um comunicado oficial, oficial, não foi documento que circulou por parte de Carlos Rodrigues, portanto não foram propriamente fontes“, frisou, lamentando a postura de Teresa Guilherme sobre o tema. “Eu francamente, simpatias à parte, eu acho que a Teresa Guilherme foi um bocadinho leviana na maneira como falou sobre isto. (…) Podes ter a tua opinião e podes sentir, ‘ok, este meu amigo nunca faria isto’, mas acho que alguma seriedade seria importante. Eu sinto que toda a gente fala disto de uma maneira muito pop, muito leviana, muito soltinha“, criticou a psicóloga.