A conversa, motivada pelo recente título nacional conquistado por Bárbara Parada, deixou os comentadores em ‘choque’ com as declarações do comunicador.
A recente conquista de Bárbara Parada no padel foi o ponto de partida para um aceso debate na emissão de hoje do programa «Dois às 10», da TVI. A ex-concorrente sagrou-se campeã nacional na categoria 6 da modalidade, um feito que mereceu elogios por parte de Cristina Ferreira e do painel de comentadores composto por Gonçalo Quinaz, Cinha Jardim e Adriano Silva Martins. No entanto, o tom da conversa mudou drasticamente quando Cláudio Ramos expôs, de forma muito enérgica, a sua visão sobre o desporto do momento.
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O apresentador começou por revelar que já tinha deixado o seu apoio público nas plataformas digitais. “Pronto. Já meti um gosto“, assumiu Cláudio Ramos, referindo-se à publicação da jovem. Contudo, o comunicador não escondeu o seu desagrado em relação à modalidade em si, gerando discórdia imediata no estúdio. “Eu para isto não tenho habilidade. E até porque acho que o padel é uma massada. Porque só trabalhamos uma parte do corpo“, atirou.
A afirmação mereceu a contestação imediata de Cristina Ferreira e de Adriano Silva Martins, que defenderam ser “um desporto completo“.
Cláudio Ramos não se conformou e chegou a levantar-se para ilustrar o seu ponto de vista aos colegas. “Vocês não sabem o que estão a dizer. (…) É preciso querer ser do contra para vocês acharem que o padel trabalha os dois braços, caraças. (…) Mas é o desporto que só trabalhas este braço“, insistou, ignorando os argumentos de Gonçalo Quinaz de que a atividade envolve corrida e deslocações laterais.
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O momento de maior exaltação surgiu quando o apresentador abordou a popularidade crescente dos campos de jogo em Portugal, apontando o dedo à falta de individualidade dos praticantes. “Vou explicar uma coisa, queridos. Vou explicar uma coisa. O padel virou uma moda porque nós somos um país de carneiros. Carneiros! De carneiros! (…) Nós alguém faz, a Cristina faz padel, ai, eu também vou fazer, eu vou abrir um campo de padel, eu também vou fazer. Porque nós somos uns carneiros todos, nós vivemos num país de rebanho, somos umas ovelhas, não temos opinião, não pensamos, vamos atrás dos outros“, acusou o comunicador.
Confrontado por Cristina Ferreira, que defendeu que as pessoas jogam simplesmente porque gostam, Cláudio Ramos manteve a sua posição. “Não gostam. A maioria das pessoas que joga padel não gosta, vai só porque os outros vão. (…) Vai porque é moda. (…) As pessoas nem sabem o que estão a fazer quando estão a jogar padel“, sentenciou, num momento divertido que mereceu até um pedido de “chá” por parte de Adriano Silva Martins para acalmar os ânimos do colega.
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