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Caso Jeffrey Epstein: Ex-príncipe André Mountbatten-Windsor contesta legalidade de mandados de busca

Buscas e detenção sob escrutínio: Ex-príncipe André processa autoridades britânicas

Em causa estão suspeitas de partilha de documentação confidencial com o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein durante missões oficiais britânicas.

André Mountbatten-Windsor avançou com uma ação judicial para impugnar os mandados que permitiram as buscas policiais realizadas nas suas habitações no início do ano corrente. O procedimento insere-se no quadro das investigações desenvolvidas pelas autoridades britânicas relativamente às ligações do visado a Jeffrey Epstein, o agressor sexual norte-americano já falecido.

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A confirmação da queixa apresentada no Tribunal Superior de Londres partiu de um representante do sistema judicial, ficando agendada uma audiência prévia para a próxima quinta-feira.

O processo visa esclarecer se a Polícia do Vale do Tâmisa procedeu em conformidade com os requisitos legais ao revistar os imóveis do antigo membro da coroa, situados nas imediações do Castelo de Windsor e na propriedade real de Sandringham, pertencente a Carlos III.

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As operações decorreram em fevereiro, mês em que o antigo duque foi detido sob a acusação de má conduta em cargo público. A tese das autoridades assenta na hipótese de André ter cedido elementos e dados de teor sigiloso a Epstein quando desempenhava funções como representante comercial do Reino Unido.

O irmão do monarca foi sujeito a 11 horas consecutivas de interrogatório policial antes de ser restituído à liberdade sob termo de identidade e residência, estatuto em que permanece sem dedução formal de acusação nem arquivamento dos factos. O sucedido marcou a primeira detenção de um elemento sénior da família real britânica em quase quatro séculos. No entanto, a força policial declarou esta segunda-feira que as averiguações prosseguem em ritmo normal, escusando-se a adiantar novos elementos face à pendência do contencioso em tribunal.

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Os dados que desencadearam a atuação policial surgiram após a divulgação em larga escala de documentação por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, alusiva às redes de tráfico sexual geridas por Epstein.

O vínculo entre os dois homens levou André a abdicar das responsabilidades e compromissos institucionais em 2019, culminando recentemente na retirada dos títulos honoríficos e nobiliárquicos por decisão de Carlos III, num esforço para resguardar a imagem da monarquia.

Na sequência da detenção do irmão, o atual chefe de Estado afastou-se da habitual postura de recato mantida durante o reinado da rainha Isabel II, emitindo um esclarecimento formal. “Deixe-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso. Como este processo continua, não seria correto da minha parte comentar mais sobre o assunto“, afirmou o soberano na ocasião.

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