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Catarina Miranda e Miguel Vicente em aliança polémica no ‘Extra’ do Big Brother

Os comentadores analisaram a aproximação entre os dois concorrentes e antecipam o desfecho do jogo

A aproximação estratégica entre Miguel Vicente e Catarina Miranda dominou o debate no ‘Extra’ de ‘Equador All Stars’, transmitido na madrugada de sexta-feira, 23 de outubro.

Depois de a concorrente ter cedido ao colega o acesso ao cofre da casa, a atitude de Miguel no direto gerou forte controvérsia entre o painel de comentadores.

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Marta Cardoso deu o mote logo no início da emissão, destacando o movimento arriscado: “Ora, aqui está mais uma decisão polémica. Esta jogada do Miguel aproximar-se da Miranda, da Miranda oferecer o acesso ao cofre ao Miguel, e o Miguel ter esse acesso, como vimos, e dizer com todas as letras, eu não sei se isto é coragem ou loucura, já não sei, no especial em direto que vai mentir, que vai enganar”.

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Gonçalo Quinaz não escondeu a concordância com o que Jéssica tinha alertado anteriormente. O comentador lembrou que o concorrente algarvio se sentiu melindrado com as suspeitas levantadas pela colega, mas acabou por lhe dar razão com a postura assumida em direto: “Quem estava certa era a Jéssica. O Miguel ficou muito ofendido quando a Jéssica lhe disse que ele vai lá para dentro mas não se pode confiar no Miguel, que ele é mentiroso. Nunca saberemos se ele está a falar a verdade, se está a mentir. Ele ficou chateado com a Jéssica, mas depois indiretamente, no direto, acaba por dar razão à Jéssica, porque a Jéssica já lhe tinha dito isso na campanha”.

Perante esta leitura, Marta Cardoso questionou a mesa sobre os limites e a essência deste tipo de formato televisivo: “Mas a minha pergunta também vai no sentido de que não é supostamente com estas informações, com as nomeações, com fazer este tipo de jogadas, não é mais isto o jogo do que andar a estudar o outro de tal forma?”.

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Gonçalo Quinaz manteve uma posição muito cética em relação ao futuro de Catarina Miranda no programa. O comentador fez questão de fixar a data em que expressou o seu aviso na emissão: “Hoje é 22, quinta-feira. Tu não te esqueças, porque vamos ver se o tempo me dará razão ou não em relação ao início e o fim da Catarina. E uma vez mais está aqui comprovado que esta aliança é uma aliança podre, é de uma paz podre, porque se ela deu um benefício ao Miguel, o Miguel vai jogar contra ela nesse mesmo benefício. Logo aí tu vais ver onde é que esses dois vão parar”.

A anfitriã da emissão interveio de imediato para sublinhar que a armadilha de Miguel começou logo no momento da negociação: “Mas vamos lá ver, o Miguel não jogou logo contra ela quando lhe diz que se ela lhe der o benefício, que não usa o poder dele contra ela, quando ele não tem poder rigorosamente nenhum, teve que o dar à Helena, não começa logo aqui as armadilhas e as cascas de banana do Miguel para a Catarina?”.

Isabel Figueira trouxe outra perspetiva para a discussão, considerando que as motivações de Catarina vão além da relação direta com Miguel. Para a comentadora, o verdadeiro alvo é Francisco: “Eu acho que neste momento a Catarina está completamente a jogar contra o Francisco, da maneira como pode, com o Miguel. Deu esta benesse ao Miguel que se vê perfeitamente que ela desvaloriza aquela caixinha das cartas, ela desvaloriza tudo o que está ali, acha que aquilo é palha dentro do que existe dentro de uma coleção”.

Marta Cardoso lembrou que essa postura de Catarina ficou bem patente “no confessionário”. Gonçalo Quinaz respondeu que a imagem projetada para o resto do grupo tem outro peso: “No confessionário, sim. Mas publicamente, eu digo publicamente dentro da casa, perante todos os outros ex-concorrentes, não deixa de estar a querer assumir uma aliança com Miguel”.

Isabel Figueira sustentou que Catarina foi transparente nas suas intenções secretas: “Mas ela queria pôr a casa a arder, portanto ela diz isso no confessionário. Ela no confessionário é muito explícita na jogada que fez. O Miguel também percebe isso, também é explícito ao fim”.

A coerência da concorrente foi novamente colocada em causa por Gonçalo Quinaz, que recordou as conversas mantidas com outros habitantes da casa: “Ela foi uma semana questionada pelo Luís e pela Noélia que isto não lhe dá credibilidade nenhuma. Nenhuma. Um jogador como o Miguel, que lhe tinha tratado, que lhe tinha dito, que tinha feito, e ela agora fazer isto, não lhe dá credibilidade nenhuma”.

Em contraponto, Isabel Figueira argumentou que a relação com Francisco já não oferecia garantias à jogadora: “A meu ver, pode ela achar que está a fazer uma jogada, mas também não há credibilidade alguma estar com o Francisco e o Francisco estar constantemente também a atingir”.

Gonçalo Quinaz resumiu a necessidade estratégica que Catarina parece sentir: “Acho que a Miranda pensa aliar o Miguel, não pode estar a jogar sozinha”.

Adriano Silva Martins recordou um episódio com duas semanas para ilustrar a mudança de discernimento de Catarina Miranda: “Foi uma aliança mais duradoura com o Francisco do que com o Miguel. Há duas semanas o Miguel aproximou-se da Miranda quando ela estava na chaise longue e foi falar com ela a sós. E a Miranda olhou-lhe nos olhos, e aí a Miranda ainda estava com força e com a cabeça lúcida, diz assim: ‘Ó Miguel, estás-me a propor uma aliança?’. Ou seja, riu-se na cara dele. Aí ela estava lúcida, agora já não está”.

Marta Cardoso concordou que o foco da concorrente se desviou devido ao confronto contínuo com Francisco: “Lúcida entre aspas. A Miranda está tão focada nesta guerra com o Francisco, e percebe-se que aquilo a atinge e que a afeta”. Adriano Silva Martins acrescentou de pronto: “Sim, emocionalmente muito”.

A apresentadora completou o raciocínio, sublinhando que esse desgaste emocional a impede de ver o perigo iminente: “Ela distrai-se aqui um bocadinho e esquece-se daquilo que o Miguel é capaz e que ele vai fazer”.

Isabel Figueira explicou que o impacto de Francisco em Catarina tem raízes profundas, ligadas a verdades difíceis de digerir sobre o percurso de ambos: “A única pessoa que consegue desestabilizar a Catarina é o Francisco, não só pela amizade que eles têm, mas o que o Francisco disse sobre a Catarina é verdade. A Catarina ficou sempre em segundo lugar, as coisas que ele traz cá de fora é verdade. E a Catarina naquele momento vê uma pessoa que é amiga dele, que esteve do lado dele, a adjetivar de uma forma que ela sabe que é verdade”.

A comentadora lembrou ainda os antecedentes de ambos: “O Francisco e a Catarina vinham cá de fora, ficou numa altura difícil quando foi aquela última conversa”.

A ligação entre Catarina e Francisco cá fora foi prontamente desmistificada pelos restantes comentadores. Gonçalo Quinaz fez questão de precisar: “Eles lá disseram que não eram amigos. Deu um apoio. Amigos não”. Adriano Silva Martins reforçou de forma categórica: “Nunca foram amigos”. Isabel Figueira rematou apenas: “Deu-lhe apoio e mais publicamente”.

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