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Cláudio Ramos apoia protestos pela habitação e recorda passado difícil

O apresentador da TVI abordou a crise do setor e pediu que a causa não seja manchada por atos de vandalismo.

Cláudio Ramos recorreu às redes sociais para manifestar solidariedade para com as manifestações pelo direito à habitação digna.

O apresentador da TVI, de 52 anos, partilhou uma mensagem de teor pessoal na qual assegurou compreender o sofrimento de quem não tem capacidade financeira para ter casa, evocando o seu próprio trajeto de vida.

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O comunicador fez questão de frisar que a sua condição atual não o afasta das dificuldades vividas pela população. “Basta conhecer a minha história para se perceber que sei exactamente o que sente uma família que não consegue ter uma casa, o que sente um jovem que não consegue pagar uma renda, o que passa um estudante que precisa de estabilidade para se focar nos estudos”, escreveu Cláudio.

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Para o rosto da estação de Queluz de Baixo, o momento que o país atravessa exige tomadas de posição. “É impossível passar ao lado do estado em que o País se encontra neste momento, por isso me junto na causa e nas razões desta manifestação”, afirmou.

Na mesma publicação, o apresentador sustentou a legitimidade dos protestos de rua e colocou o acesso a um teto no mesmo patamar de outras garantias básicas do Estado social. “Para todos deve ser evidente o direito a uma habitação digna. Tal como nos deve ser garantida a saúde e a educação”, começou por escrever.

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A necessidade de dar visibilidade a estes apelos foi igualmente vincada pelo profissional de televisão. “Então que se faça para que o povo seja escutado. Para que sejamos escutados!”, apelou.

Apesar de concordar com os motivos dos protestos, Cláudio Ramos fez questão de alertar para a importância de não desvirtuar o foco das reivindicações fundamentais com incidentes à margem da lei.

“Que se escute e se discuta o problema, mas que não se use uma causa tão preocupante, como a necessidade de ter um teto para viver, para a manchar com atos de vandalismo, desobediência à lei, discursos de ódio, oportunismo político e pessoal”, alertou.

Para o apresentador, a conduta de alguns indivíduos não deve colocar em causa a totalidade dos protestos nem a sua pertinência. “É preciso entender que um manifestante não é uma manifestação e que o foco numa altura destas não deve, nem pode ser desviado por barulho de fundo”, acrescentou.

O papel dos decisores e dos meios informativos também mereceu um reparo na publicação do comunicador, que distribuiu deveres por vários setores da sociedade civil. “A responsabilidade está nas mãos de cada um. Nas nossas, na dos políticos e da comunicação social que tem uma responsabilidade gigante no que passa e como o faz”, observou.

A finalizar o texto, Cláudio Ramos deixou um apelo alargado à união em torno do problema habitacional, frisando que a causa se sobrepõe a qualquer diferença partidária, demográfica ou social. “Há, na verdade, uma responsabilidade gigante de todos, para lá da cor da pele, do sotaque, da idade ou simpatia política, para que se chegue a um lugar bom, que é o de todos termos uma casa para onde voltar!”, concluiu, recorrendo a um emoji em forma de casa.

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