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Príncipe Harry admite estar de luto e revela sofrimento… mas Meghan Markle complica tudo

As confissões do duque de Sussex e a postura da mulher estiveram em debate aceso no 'V+ Fama'.

Na emissão desta quarta-feira, 21 de outubro, de ‘V+ Fama’, no canal V+ TVI, as atenções viraram-se para a primeira entrevista concedida pelo duque de Sussex desde que esteve em solo britânico.

Adriano Silva Martins deu o mote da conversa, lembrando que a conversa de Harry com a revista GQ não passou despercebida: “O príncipe Harry concedeu a sua primeira entrevista desde que regressou ao Reino Unido e foi nela em que falou tudo e mais alguma coisa. E claro, quando falam Harry e Meghan aparecem os problemas. Nesta entrevista à revista GQ, Harry fala da vontade de se reconciliar com o pai e com o irmão, mas admite que haja quem não queira”.

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Cláudia Jacques explicou que as palavras do duque geraram dúvidas imediatas. “Pois isso só ele é que sabe, mas quem ouve isto ou quem lê pode tirar algumas conclusões. E para evitar essas mesmas conclusões, já veio um porta-voz da parte do Harry explicar que não tem a ver com a família real, não é para visar nenhum elemento da família real”, começou por apontar.

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A comentadora analisou os excertos divulgados e sublinhou a forma como a situação atinge a opinião pública. “Ele diz que as pessoas reveem-se um bocadinho nesta situação. E por isso, porque se espelham os seus próprios problemas, espelham no que está a acontecer nesta família, que é uma família real e que, portanto, tem o impacto que tem a nível mundial”, avaliou.

Para Cláudia Jacques, a mensagem vai muito além do palácio: “Dá-me a ideia que também ele foca aqui as próprias pessoas anónimas, que não são membros da família real, que elas próprias também têm opiniões, porque há quem queira que o Harry esteja de volta e se una novamente à família. Há quem não lhe perdoe o facto de ele ter abandonado, ter virado as costas e ter seguido para a Califórnia, e não vê com bons olhos este regresso, e por conseguinte também não esteja a olhar com bons olhos a reconciliação. Portanto, o que ele diz pode ser mais vasto, pode ter a ver com o público em geral, com a própria imprensa”.

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A vulnerabilidade mostrada pelo príncipe foi outro dos aspetos destacados na conversa. Harry assume que recorre a acompanhamento psicológico para lidar com a situação. “Ele ao dizer isto, no fundo está a mostrar mais um ponto de fragilidade com o qual tem que lidar. E não esconde, porque diz claramente que tem feito terapia, e eu acredito que sim, porque todo este processo tem sido muito complicado”, considerou Cláudia Jacques.

Adriano Silva Martins interveio para lembrar uma das passagens mais fortes do desabafo: “Ele fala até que está de luto”.

Cláudia Jacques concordou: “E fala no luto, era isso que eu ia dizer. Tem sido muito complicado, até porque ele neste momento também está a sofrer muito pelo facto de não ser fácil este regresso e da família não lhe abrir as portas assim tão rapidamente. Ele diz que está de facto em luto e que acha que o mundo já tem tanta coisa má, que era importante a reconciliação, ainda que refira que as cicatrizes lá fiquem”.

O apresentador repetiu a ideia deixada pelo príncipe, de que “as cicatrizes são para sempre”, ao que a comentadora assentiu. “São para sempre. Eu também compreendo o que ele diz, porque também já senti isso na minha vida, acho que qualquer um de nós sentisse. As feridas saram, mas há feridas que deixam cicatrizes, nem todas. Algumas, quando são mais profundas, deixam cicatrizes. Mas o facto de deixar cicatrizes não quer dizer que a ferida esteja aberta, já sarou. Ficou a marca, mas a vida segue”.

Apesar de considerar o entendimento urgente, a comentadora apontou reservas ao comportamento de Meghan Markle. “Eu acho que realmente era importante esta família dar-se bem novamente. O Harry está a fazer por isso, mas depois também se nota aqui há uma atitude menos simpática, nomeadamente da mulher, que em vez de estar a ajudar nesse processo parece que complica um bocadinho”, atirou.

Adriano Silva Martins questionou a estratégia do duque: “Achamos, ou vocês acham, que a melhor forma de dar solução a tudo isto é dar uma entrevista à GQ e falar sobre isto?”.

Cláudia Jacques foi perentória na resposta: “Claro que não será a melhor forma, mas claro que isto vende e a imprensa tenta por todos os meios aproveitar para que este assunto continue a render muito”. O anfitrião do formato rematou a troca de ideias com uma defesa do trabalho jornalístico: “Mas é muito pessoal, certo? Mas a imprensa só faz o seu trabalho”.

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