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Marco Paulo: herdeiro Dudu responde a Lili Caneças e fala da herança

Eduardo Ferreira lamenta a demora no processo judicial e contesta a avaliação de bens...

Eduardo Ferreira continua à espera da resolução judicial sobre a herança de Marco Paulo, dois anos após a morte do artista.

Conhecido por Dudu, o bombeiro de Braga manteve uma ligação profunda ao cantor e garante que todo este compasso de espera tem sido complicado de enfrentar.

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Em declarações à TV 7 Dias, Dudu colocou a tónica nas dificuldades sentidas ao longo dos últimos tempos, explicando que os entraves decorrem sobretudo das contas bancárias deixadas pelo músico e dos direitos de autor. Ao mesmo tempo, surge como grande ponto de discórdia a avaliação atribuída a um apartamento em Sesimbra: o imóvel terá custado 26 mil euros a Marco Paulo na altura da aquisição, mas o valor real de mercado é hoje bastante superior.

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Apesar da lentidão dos procedimentos, o amigo do artista procura focar-se no futuro com tranquilidade: “Eu estou-me a deixar ir, o início foi muito duro, a espera, não responderem… Mas o advogado diz-me que o que é meu por direito será meu”.

A demora tem ultrapassado o cenário inicialmente previsto. O herdeiro revelou à publicação que os montantes chegaram de forma faseada, embora com contornos que não domina por completo: “Já recebi uma mais tranche, no outro mês, num intervalo de mais ou menos seis meses… Aquilo diz lá que é referente ao ano de 2024, mas também ainda não percebi bem”.

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Ainda que admita a entrada de dinheiro, os valores entregues até ao momento ficam aquém das expectativas que tinha. O destino das quantias já transferidas é simples e vai ficar intocável, garante Dudu: “É um bom valor, mas não vou dizer quanto. Dá para umas boas férias, à grande e à francesa. Mas não vou usar, entrou na minha conta e está lá. Fica guardado para quando um dia precisar. Está como pé-de-meia”.

A data do desaparecimento do cantor traz também planos para o recordar, embora longe de grandes ajuntamentos. O bombeiro pensa assinalar o momento de forma íntima: “O ano passado fui a Fátima com a Tita, a Neuza e o Joaquim. Este ano ainda não sei. Posso ir aqui a uma missa sozinho, sem ninguém saber… Não preciso de estar a dizer, mando um balão branco para o céu e está a minha homenagem feita. Era como o Marco Paulo dizia não quero que me façam nada porque eu não vou ver. O que eu faço todos os dias é recordá-lo, ouvir as músicas dele, vou ver fotos, vídeos na minha galeria do telemóvel”.

Em Lisboa, no Cemitério dos Prazeres, está agendada uma homenagem para sábado, 24 de outubro, com organização atribuída a Maria Violante, Toni e Marquinho. Dudu sublinhou que não foi convidado para a iniciativa.

A situação ganhou contornos mais tensos com a reação pública a Lili Caneças. A comentadora apontou o dedo à visibilidade dada ao bombeiro em torno do património do cantor, mas Dudu recusou o rótulo de quem procura os holofotes e devolveu as palavras: “A Lili Caneças veio responder a uma notícia sobre mim… Ela acusou-me de querer protagonismo à conta do Marco, mas ela é que quer protagonismo… Ela tem de ter é cuidado com a idade que tem, já não tem as frentes todas e o pacemaker pode não aguentar”.

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