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Cristina Ferreira em xeque: Joana Latino atira: “Não é invencível! Espero que isto dê para ela pensar!”

A comentadora do 'Passadeira Vermelha' não poupou críticas à diretora da TVI após o parecer da ERC sobre o caso polémico do matutino...

A (ERC) não deixou margem para dúvidas. A TVI violou a lei no polémico caso da desculpabilização de agressores e revitimização de uma vítima durante um formato matutino, apresentado por Cristina Ferreira, há alguns meses.

Joana Latino, no ‘Passadeira Vermelha’ da SIC Caras, foi perentória na análise da situação, após a estação de Queluz de Baixo ter sido forçada a emitir um comunicado no ‘Jornal Nacional’.

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“Aqui o que é dito é, já não interessa a nossa opinião, o que interessa é que a entidade reguladora, a própria Comunicação Social, diz que a lei foi violada”, começou por explicar a comentadora. Segundo a ERC, a TVI “não cumpriu as regras que tinha que cumprir em relação a um tema desta natureza, e proporciona a desculpabilização dos agressores e a revitimização da vítima”. Latino sublinhou que se trata de um “ilícito”, e a TVI tem agora direito à sua defesa.

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A questão que se impõe é clara: o que acontecerá à TVI? Joana Latino levantou a possibilidade de uma multa, que pode variar entre “os 20 mil aos 150 mil euros”, ou o arquivamento do processo. “Isto dá início a um novo processo”, frisou. Para a jornalista, o caso transcende meras opiniões. “É uma questão da lei e de a TVI não a ter cumprido, na ótica da entidade reguladora europeia da comunicação, que não é uma entidade desquiciada sobre a qual a TVI não pode ter achismos, a TVI não pode achar que a ERC está a perseguir a TVI, e que já houve casos piores, a que a ERC não deu este tipo de importância”, atirou, desvalorizando a ideia de que a ERC estaria a perseguir a estação.

Este processo, lembrou Joana Latino, gerou um elevado número de queixas e foi minuciosamente avaliado pela ERC, ao contrário de outros que talvez não o tenham sido. “Perante a lei nós podemos achar que fomos vítimas de uma injustiça, mas se tu roubaste, é proibido roubar. Se tu mataste, é proibido matar”, exemplificou, traçando um paralelo direto com a situação da TVI. “Se tu revitimizaste uma pessoa que sofreu de abusos sexuais e se desculpabilizaste uma vítima, também não observaste uma lei que confere às televisões determinados deveres em relação a este tipo de assuntos.”

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A comentadora do ‘Passadeira Vermelha’ insistiu que a TVI não pode ignorar a sua responsabilidade. “Não cumpriu o que está estabelecido na lei. Não protegeu a vítima, branqueou os agressores com esta frase que a Cristina disse e não nos podemos esquecer também com a psicóloga que a ERC acredita que violou também as diretivas da Ordem dos Psicólogos”, afirmou, referindo-se aos momentos que geraram a controvérsia.

“Podemos todos achar o que quisermos achar e achar que a Cristina é a sétima, oitava maravilha, e que a TVI é o arauto da boa informação. A verdade é que neste caso houve uma lei que não foi observada e agora isto é um complô contra a Cristina Ferreira, não é?”, questionou Joana Latino, ironizando sobre possíveis justificações.

A partir de agora, a situação da TVI no que toca a este tipo de conteúdos será observada com redobrada atenção. “Perante esta evidência de que uma lei não foi observada, qualquer coisa que a TVI faça semelhante ao que a Cristina Ferreira e a psicóloga fizeram, a coisa fica mais complicada”, alertou a jornalista da SIC Caras. A estação, acrescentou, “passa a ser considerada reincidente”.

“Os olhos estão mais em cima da TVI para ter bastante cuidado”, garantiu Latino. A postura de Cristina Ferreira, que “teve uma postura completamente de desculpabilização dos agressores e de quase responsabilização das vítimas”, não é inédita. “Espero que isto dê para a Cristina Ferreira pensar. Não é invencível”, concluiu, desafiando a apresentadora a refletir sobre os valores que defende.

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