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Curva da Vida do Big Brother Verão: Mariana Salgueiro conta traumas, maternidade e luta interior

Mariana Salgueiro promete no Big Brother: “Nunca mais ninguém me vai conseguir deitar abaixo”. Emocionante Curva da Vida revela percurso de superação.

A gala do Big Brother Verão transmitiu a primeira Curva da Vida da edição, protagonizada por Mariana Salgueiro.

A lisboeta partilhou a sua história e não poupou nos pormenores, num relato marcado por confissões dolorosas relatadas na primeira pessoa.

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O percurso da concorrente começou com uma reflexão sobre a sua essência. “As pessoas que me veem não me conhecem. Dia 5 de fevereiro, o dia do meu nascimento. Creio que a partir deste dia já estava traçado o que seria a minha vida”, começou por dizer. Sobre as suas raízes, recordou a ausência materna precoce: “Nasci na casa da minha avó, onde fui criada, com a minha mãe. A minha avó, Mariana, e a minha tia, Cinda. Só me recordo de já ser uma criança que andava quando me lembro do rosto da minha mãe.”

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A avó assumiu o principal papel na sua educação e foi alvo dos maiores elogios. “Sempre chamei mãe à minha avó. É a pessoa mais importante da minha vida, sempre foi. Sempre me ensinou a viver com pouco, mas a ser feliz com o pouco que tínhamos. A minha avó ficou viúva, sozinha, com 15 filhos”, relatou, acrescentando de seguida: “E nunca ouvi queixar, nunca cobrou nada de ninguém, nada, nada. É a pessoa mais generosa que eu conheci.”

Aos dezassete anos, Mariana Salgueiro tomou a decisão de acolher a matriarca na sua casa. “Decidi que a minha avó ia ficar comigo em casa, eu ia trabalhar e estudar. Eu não podia deixar que ela ficasse longe de mim, ela nunca me tinha abandonado. E ela partiu comigo em casa. A partir daí a minha vida foi péssima”, confessou. Seguiu-se um casamento muito precoce: “Com 17 anos eu já namorava, o que é que aconteceu? Eu vou casar com 18 anos, eu estava doida. E quando eu pensava que a perda da minha avó seria a pior coisa que me podia acontecer…”

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Um acidente de viação mudou completamente a sua vida de forma repentina. “No dia 23 de abril eu fui-me buscar ao trabalho e na autoestrada havia um carro capotado na terceira faixa. Pensei assim, será que está lá alguém dentro? E saí do carro e fui brutalmente atropelada. E não me lembro de mais nada”, descreveu com emoção. As consequências foram duras: “Quando acordei estava no hospital, não sabia que dia era, já tinha passado um mês e uma semana. Não conseguia mexer nada da cintura para baixo.”

A sua recuperação física trouxe o fim do relacionamento e a descoberta de uma traição. “Essa pessoa ao início ia-me visitar na visita da tarde e das oito da noite, que era só para o parceiro. E depois comecei só no fim de semana. E comecei a ir com uma amiga que nós tínhamos em comum. Achei tranquilo, mas não foi nada tranquilo. Quando eu voltei a casa, voltei muito debilitada. Eu permanecia na cama e ele achava que eu estava a dormir e estava com ela na sala”, revelou.

O confronto conjugal revelou-se cruel no dia seguinte. “E, óbvio, eu no dia a seguir confrontei-o e perguntei-o. Ele me estava a fazer aquilo e ele obrigou-me a olhar para o espelho. E disse-me, olha para ti, achas que há no mundo alguém que te vai querer assim?”, partilhou. Foi nesta fase de vulnerabilidade que a mãe biológica se reaproximou da concorrente. “Foi muito difícil eu me entregar a alguém. Foi muito complicado eu ter confiança em mim própria. Foi uma luta interior muito grande comigo própria”, assumiu.

A vida amorosa voltou a ganhar cor quando conheceu Hugo. “Tinha entre 27 e 28 anos e ele tinha 18, 19 anos. Sendo ele muito novo, disse assim, ah, miúdo, aposto contigo que te faço um filho. Aí, sem bico, fiquei grávida do amor da minha vida. Ele vinha-se ao dia 2 de dezembro de 2005”, recordou.

Sobre a vivência da maternidade, garantiu ser controladora com as tarefas: “Foi o dia mais feliz da minha vida. Só vivi para o meu filho. O pai do meu filho não teve o direito de me dar uma fralda, de dar comida, de dar banho. Porque eu não permitia. (…) Eu queria o meu filho só para mim.” Fez ainda questão de deixar elogios à atual companheira do antigo namorado: “Uma mulher espetacular. Devo-lhe muito porque ela ajudou muito o meu filho.”

Anos mais tarde, Mariana Salgueiro envolveu-se numa relação controladora com um homem mais novo. “E ele começou a ser super controlador. Eu vivia cheia de medo. Entretanto, um dia pensei assim. O que é que esta pessoa em três anos me acrescenta? O que é que me dá de bom? Nada. Cheguei a casa e acabei com ele. Eu pus na minha cabeça que não e eu não. E nunca mais”, afirmou.

Aos cinquenta anos, a lisboeta decidiu dar uma reviravolta à sua rotina. “Vou mudar de trabalho e vou deixar de fumar”, prometeu na altura. Conseguiu um novo emprego através de um momento inusitado num hospital veterinário e entrou para a nova empresa exatamente no dia do seu aniversário. Agora, concretiza o desejo de entrar no reality show. “Há 25 anos que queria vir ter consigo. Deixei tudo pago durante 3 meses. E só vou sair daqui nessa altura”, assegurou.

A concluir o relato, atirou com uma enorme confiança: “Esta experiência para mim é essa. Eu só precisava disto para ser feliz. Obrigada pela oportunidade. Nunca mais ninguém me vai conseguir deitar abaixo. Nunca mais.”

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