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Delírios e medicação forçada: Especialistas recordam internamento de Renato Seabra no Hospital Bellevue

"É preciso provar o nexo de causalidade": O debate no «Casa Feliz» sobre a sanidade de Renato Seabra

Apesar das manifestações psicóticas documentadas pelas equipas médicas, o tribunal considerou o arguido imputável pelos seus atos.

Durante a crónica criminal de «Casa Feliz», Diana Chaves e as comentadoras de serviço recordaram as informações médicas recolhidas durante a permanência de três meses de Renato Seabra no Hospital Bellevue, onde manifestou episódios graves de descompensação e convicções de grandiosidade, chegando a apresentar-se como “Jesus, revolucionário e capaz de curar o mundo”.

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Perante o relato de que a medicação intravenosa não surtia o efeito sedativo expectável nas primeiras horas, Ana Luísa Conduto explicou a gravidade da situação observada: “Isto demonstra a resistência do quadro clínico que se apresentava. Quando a medicação não faz logo efeito, demonstra a resistência do quadro clínico e deve ser uma coisa que também deve ser tida em conta num julgamento“.

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A jurista e psicóloga fez questão de vincar que a constatação de um distúrbio mental grave após os acontecimentos violentos não bastou para anular a responsabilidade criminal perante o tribunal nova-iorquino: “Após o crime ninguém teve dúvidas que havia um quadro de doença mental grave, tanto que ele foi medicado à força (…) Mas para nós falarmos de inimputabilidade não basta haver uma doença (…) Tem que haver um nexo de causalidade entre o quadro clínico (…) e o meu comportamento, de eu perceber ou de eu entender naquele momento que aquele meu comportamento não é ilícito“.

A especialista reiterou que a avaliação técnica no momento dos factos foi o elemento chave que dividiu os peritos: “A dúvida estava era se havia anomalia psíquica antes de cometer o crime e durante a noite em que cometeu o crime“.

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