Diego do Big Brother Verão expulso porquê?: “Sou só um brasileiro nesse meio”
O primeiro expulso do Big Brother Verão analisou a sua saída precoce e as dificuldades de ser imigrante num reality show português.
Diego, o primeiro concorrente a abandonar o Big Brother Verão, esteve esta segunda-feira no programa Dois às 10 para analisar a sua curta, mas intensa, passagem pelo reality show da TVI.
Confrontado por Cláudio Ramos sobre a sua expulsão, o brasileiro não hesitou em apontar um dos fatores que, na sua perspetiva, pesou na decisão do público.
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“Gente, não faz muito sentido, afinal é o Big Brother Portugal, eu sou só um brasileiro nesse meio“, atirou Diego, logo no início da conversa, expressando uma convicção que, garantiu, o acompanha desde o primeiro dia na casa.
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Cláudio Ramos, que já apresentou edições anteriores do Big Brother, lembrou que a nacionalidade nem sempre foi um entrave, citando o exemplo da brasileira Ana Catarina, uma concorrente que marcou o formato. No entanto, Diego vê o cenário atual com outros olhos. “Hoje em dia sim, por conta da política, Agora, por conta do aquecimento das conversas em redes sociais, a coisa muda de figura”, explicou, sublinhando que a visibilidade e as discussões online vieram alterar a dinâmica do jogo. Antigamente, quando era “só televisionado”, o foco era outro.
O apresentador usou a palavra “preconceito” para descrever a situação, mas Diego preferiu um termo diferente. “Eu não diria preconceito, eu diria divergências”, corrigiu. “Eu acho que é mais assertivo falar dessa forma. Onde há divergências de pensamento. Há pessoas que acreditam que é benéfico o imigrante, há pessoas que acreditam que não é benéfico o imigrante.” O ex-concorrente acredita que, com diálogo, é possível “achar um consenso”, até porque conhece “muitos portugueses que são pessoas maravilhosas”.
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Ainda assim, Diego defende que um concorrente brasileiro já parte em desvantagem. “Eu já acredito que sim, porque, por exemplo, no ano passado também teve, acho que o Caio, ele foi logo na primeira semana”, exemplificou, recordando outro caso de um brasileiro que saiu cedo do jogo. Cláudio Ramos fez questão de frisar que Diego “deu muito à casa” e que até foi eleito pelos próprios colegas como o mais corajoso lá dentro.
Então, por que razão a saída precoce? O concorrente do Algarve acredita que o público “já tem seus favoritos” e que a sua rede de apoio para votar era limitada. “Eu, 2 anos e 8 meses, poucos amigos no Algarve, poucas pessoas para votar, fazendo ali, seguindo a sequência de ficar caladinho”, desabafou. Muitos concorrentes, observou, “já vão com uma estratégia, já vão sabendo o que é o jogo”. Diego, por sua vez, admitiu que entrou “cego, mudo e surdo” ao Big Brother português, apesar de conhecer bem o formato no Brasil.
A sua inscrição no programa, contou, teve um propósito bem definido. Diego, que divide o seu tempo entre o trabalho com tarot e a receção no Algarve, procura angariar recursos para um objetivo maior. “Eu tenho um propósito que é voltar para o Brasil para cuidar dos meus pais, porque eu acredito que há uma necessidade da gente dar de volta aquilo que a gente recebeu de graça no início”, confessou.
Os pais, com 72 e 68 anos, respetivamente, são o seu foco principal. Cláudio Ramos considerou-os “novos“, mas Diego ponderou: “São novos, depende do ponto de vista.” Com 40 anos, o concorrente sente a urgência de “conquistar algumas coisas para dar esse retorno para eles”.
Portugal, onde reside há quase três anos, é o palco dessa ambição. O objetivo é claro: “mais qualidade de vida para os dois”. Questionado sobre se tem sido fácil, Diego não hesitou: “Claro que não, nada é fácil na vida”. E a dificuldade maior, adiantou, reside em viver num país onde, apesar da língua em comum, que “ajuda bastante”, os desafios diários são inúmeros.