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“É ridículo”: Filipa Torrinha critica Luís Montenegro por telefonar a Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus

A fúria de Filipa Torrinha contra Luís Montenegro: "Sinto que entramos todos num surto coletivo"

Para a comentadora do «Passadeira Vermelha», a intromissão do chefe do Governo no futebol revela uma perda de lucidez perante as prioridades do país.

A crise instaurada entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo continua a suscitar reações acesas em várias frentes e o alegado envolvimento do Governo não passou ao lado da emissão do «Passadeira Vermelha». Na SIC Caras, Filipa Torrinha analisou as notícias que apontam para uma tentativa de mediação política no conflito desportivo e reprovou a atitude do primeiro-ministro.

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A comentadora começou por alertar para o descontrolo emocional em redor da modalidade e das figuras de topo do futebol português, lamentando a atenção institucional despendida com o capitão e o selecionador nacional. “Sinto que às vezes entramos todos aqui num surto coletivo e perdemos alguma da lucidez“, apontou a psicóloga em estúdio.

Para demonstrar esse desfasamento face à realidade, Filipa Torrinha apontou baterias aos contactos efetuados pelo líder do executivo com os intervenientes da discórdia desportiva e com a liderança federativa. “E uma parte, um símbolo dessa perda de lucidez é quando o Luís Montenegro telefona a Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus e Pedro Proença, não é? Portanto, para mim, eu sei que isto é altamente debatível, para mim isto é ridículo. É ridículo“, criticou.

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Apesar de reconhecer que a iniciativa não interfere com a legitimidade das decisões governativas, a comentadora sustentou que a situação expõe uma evidente distorção de prioridades no espaço público. “Não é grave, não é gravíssimo, não é uma coisa que ponha aqui em causa as suas funções, mas é ridículo. É absolutamente ridículo“, frisou, sublinhando que este tipo de conduta só alimenta a idolatria desmedida.

A fechar o seu raciocínio, Filipa Torrinha fez um apelo à moderação coletiva perante os acontecimentos desportivos, separando os sucessos do passado das obrigações do presente. “Portanto, sinto que nos falta um bom senso em relação ao futebol no geral e a Cristiano Ronaldo em particular, sem obviamente esquecer o que ele faz de incrível. Uma coisa não invalida a outra“, rematou.

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