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“Era só lucro”: Sandrina Pratas admite promoção a casinos ilegais e revela arrependimento

"Peço desculpa a quem enganei": Sandrina Pratas confessa ganhos com casinos ilegais após perda familiar

A ex-concorrente do «Big Brother» revelou os bastidores da publicidade a plataformas não autorizadas e lamentou o impacto negativo que causou a pessoas próximas.

Sandrina Pratas decidiu assumir publicamente o arrependimento por ter promovido plataformas de jogo online não autorizadas em Portugal. A ex-concorrente do «Big Brother 2020» revelou como funcionava o esquema de angariação de apostadores nas redes sociais e admitiu a dor de ver um familiar próximo ser prejudicado por esta atividade ilícita.

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Num relato concedido ao jornal «Correio da Manhã» desta sexta-feira, 18 de setembro, a alentejana detalhou a abordagem inicial feita pelos intermediários do negócio, que prometiam lucros fáceis sem esforço real. “Entraram em contacto comigo e propuseram-me um negócio. Davam-me bónus para eu jogar no casino e filmar-me apenas quando ganhasse. Pagavam-me mensalmente pelas histórias que publicava. Tinha de fazer crer que era fácil ganhar dinheiro e ainda podia ficar com o que ganhava mesmo no casino. Era só lucro“, explicou.

O modelo contratual assentava na criação de conteúdos simulados, em que a empresa fornecia imagens com prémios fictícios para partilhar no Instagram.

Para além dos valores fixos avençados, quem divulgava estas plataformas garantia ainda uma comissão sobre os montantes perdidos pelas pessoas que seguiam as suas recomendações. O choque de realidade surgiu quando o próprio círculo familiar de Sandrina Pratas se tornou vítima do esquema. “Caí na realidade quando o meu tio perdeu 500 euros“, desabafou, assumindo ter gasto também o dinheiro que recebia.

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Visivelmente perturbada pelo desfecho, a jovem fez questão de deixar uma mensagem pública a quem foi lesado pelas suas publicações. “Estou arrependida e peço desculpa a quem enganei. Nunca quis fazer mal a ninguém“, frisou.

A prática estende-se a outros nomes conhecidos dos reality shows, entre os quais Catarina Miranda, Afonso Leitão, Bruno Savate, Bernardina Brito, Francisco Monteiro, Joana Diniz, Vânia Sá e Iury Mellany , que têm utilizado as plataformas digitais para divulgar este tipo de serviço.

De acordo com a mesma publicação, estes acordos envolvem “estratégias mentirosas para criar a ilusão do sucesso – o que configura burla“, associadas à fuga de impostos sobre os rendimentos obtidos. As autoridades já contabilizam mais de 4 mil queixas relativas a estas práticas, embora ainda não existam acusações formais deduzidas.

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