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“Está um desastre”: Teresa Guilherme arrasa atualidade dos reality shows na TVI

Teresa Guilherme critica produção dos programas atuais

A profissional de televisão confessou a Flávio Furtado que tem saudades da época áurea em que as regras dos concursos eram cumpridas com rigor.

A evolução e o estado atual dos programas de confinamento em Portugal mereceram duras críticas por parte de Teresa Guilherme na sua passagem pelo «The Leite Show» e, em entrevista a Flávio Furtado, a comunicadora confessou ter saudades do período em que comandava as grandes produções do género na TVI, mas rejeitou taxativamente qualquer hipótese de voltar a assumir projetos nos moldes que se praticam na atualidade.

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Teresa, saudades de apresentar realities?“, perguntou Flávio Furtado, ao qual, a resposta da convidada foi perentória e assertiva. “Tenho saudades da época, daquela época… Mas da época dos realities quando os realities eram realities. Não é agora, e isto como está, está um desastre, não queria, nem morta“, atirou, sem rodeios.

Confrontada pelo apresentador com a hipótese de o público associar a sua opinião a algum tipo de ressentimento por estar afastada dessas funções – “Teresa, quando diz isso, é legítimo que algumas pessoas pensem que é dor de corno?” -, a comunicadora desvalorizou por completo. “Ah, claro, mas é lá com elas. Eu apresentei os realities quando as pessoas ainda estavam fechadas nas casas, ainda se cumpriam as regras todas, não se atrapalhava. Não havia este cruzar vai dentro da casa e fala para fora da casa e, na verdade, os concorrentes não estão isolados“, argumentou.

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Teresa Guilherme relembrou que a componente lúdica e descontraída era o pilar central da sua condução em estúdio, algo que considera ter-se perdido. “Era divertido. Para mim é importante, sempre apresentei programas divertidos. Era importante que houvesse ali momentos de divertimento“, referiu, contestando ainda a ideia de que o comportamento dos participantes em jogo espelhe a sociedade real. “É mentira que o que se passa dentro de uma casa seja um reflexo da vida real. Não é a vida real, aquilo é a novela da vida real. Aquilo são pessoas… É criar um ambiente para as pessoas estarem em stresse, seja um stresse porque se apaixonam, seja um stresse… Mas é uma coisa de pressão, tanto que está ali são pessoas a jogar, são pessoas no jogo e a viverem uma experiência nova, não é nada a vida real“, rematou.

Teresa Guilherme recordou também a forma como potenciava o carisma dos concorrentes da sua época para os transformar em grandes figuras do panorama mediático nacional.

Eu tenho a certeza que sim, porque se trabalhava muito um lado das pessoas. Eles não eram todos a mesma personagem. Cada um tinha coisas mais divertidas, havia pessoas mais conflituosas… É aproveitar o que cada um tinha para dar e dar-lhes oportunidades“, vincou, recordando o caso de uma das concorrentes mais marcantes da «Casa dos Segredos»: “Eu lembro que a Cátia, que até era muito engraçada, mas que nos confessionários… Que chegavam a durar 20 minutos os confessionários dela, que eu escrevia um consultório sentimental para ela responder e ela achava que era mesmo a sério, e respondia… E outras coisas que se inventavam“.

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